Cidades

Casos aumentam na proporção que as pessoas voltam às ruas, diz secretário de saúde do Amapá

Titular da SESA, João Bittencourt, diz no rádio que as pessoas parecem não estar levando a sério a gravidade da pandemia planetária do novo Coronavírus.


Foto: Arquivo

Cleber Barbosa, Da Redação

O secretário estadual da Saúde, João Bittencourt, concedeu entrevista no rádio na manhã desta segunda-feira (13), quando fez uma avaliação da estrutura montada para receber pacientes com manifestações mais severas do Covid-19 e chamou a atenção para o aumento do número de infestações no estado, relacionando a uma considerável retomada do movimento de pessoas nas ruas – o que para ele significa que boa parte da população não está levando a sério a gravidade da situação.

Falando ao programa LuizMeloEntrevista, na Diário FM (90,9), ele falou que o Centro de Tratamento Intensivo Covid-19 vem cumprindo o seu papel, onde pacientes que passaram por lá a maior parte recebeu alta, com o registro de apenas óbitos. “Hoje encontram-se lá cinco pacientes, com possibilidade de receber mais dois ao longo do dia. Destes, apenas um necessitando de procedimento de ventilação mecânica, chamado tecnicamente de entubado”, disse ele.

Sobre a importância da colaboração das pessoas para a eficácia do combate à pandemia, ele voltou a reforçar a importância de se cumprir o isolamento social.

João Bittencourt diz que especialmente na orla de Macapá tem observado muita gente praticando exercícios, caminhadas e corridas, ou mesmo atividades de lazer, como se nada estivesse ocorrendo. “Também nas filas de banco a gente não vê as pessoas mantendo o distanciamento recomendável, como também poucas pessoas usam máscaras, como também temos observado alguns comércios que não estão autorizados a funcionar com as portas abertas, fazendo atendimento ao público”, diz.

Segundo o secretário, está sendo estudada a liberação de algumas atividades comerciais, mas a cautela terá que ser redobrada. Algumas atividades que são autorizadas dada a necessidade imperiosa como os supermercados, vem cumprindo essas recomendações, como dispensários de álcool, desinfecção dos carrinhos de compras, bem como o fornecimento de EPI aos colaboradores das lojas.

Para ele, esse cuidado tem que ser adotado por todos de modo a que o conjunto da sociedade perceba que é uma necessidade efetiva e o único meio de combate à propagação da doença. “A gente precisa cumprir essa quarentena para que a gente não tenha uma situação de colapso em nossas unidades hospitalares”, alerta.

Diante do cenário nacional, que colocou o Amapá em alerta vermelho em relação ao coeficiente de infestação, o secretário disse que estados maiores até do ponto de vista econômico já colapsaram, como o Ceará e o Amazonas. A preocupação agora, mesmo com o Amapá não apresentando um contingente populacional de grandes proporções, é manter o distanciamento social, coisa que numa metrópole onde se tem metrô por exemplo, fica impraticável. “Daí a gente voltar a dizer para a população que não nos deixem colapsar, precisamos que esse vírus transite na população de uma forma gradual, para que cada pessoa que vá pegar essa enfermidade mantenha um espaçamento necessário para que a gente possa atende-la na nossa rede estadual”, concluiu.


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