Presidente do CRM diz que embora eficácia não esteja comprovada, uso de Cloroquina não está proibido
Médico Eduardo Monteiro diz que os resultados positivos no combate ao Covid-19 são animadores, mas ainda requerem mais pesquisas

Cleber Barbosa – Da Redação
O médico Eduardo Monteiro de Jesus, atual presidente do Conselho Regional de Medicina no Amapá (CRM-AP) disse em entrevista à rádio Diário FM (90,9) que embora não tenha tido sua eficácia devidamente comprovada para o combate ao Covid-19, o uso da Hidrocloroquina (Cloroquina) não está proibido no Brasil. Mas entende que a comunidade científica deverá ainda realizar muito mais testes até que o reconhecimento e os protocolos sejam aprovados oficialmente.
Ele lembrou que ainda é o medicamento que está possibilitando uma resposta, especialmente para pacientes graves que estão conseguindo reverter tal situação. “Também está diminuindo os casos de internação em UTI, pois é um medicamento que já conhecido há muito tempo. A Croroquina foi descoberta ainda na década de 1940 e a Hidroxicloroquina na década de 1950, mas é uma medicação utilizada para o tratamento de malária e posteriormente em algumas doenças crônicas tipo artrite reumatoide e lúpus, sendo utilizada até hoje”, explica o médico.
Efeitos colaterais
Especialista em Cardiologia, o dirigente do CRM falou também sobre os alertas que vem sendo feitos no país sobre relatos de pacientes com consequências cardíacas associadas ao uso da Croroquina. Ele entende que é necessário se observar caso a caso, pois a maioria dos pacientes que tomam essa substância são pacientes crônicos, portanto fazem uso dela há muito tempo, mas que depois tiveram que interromper devido sim a efeitos colaterais, como alterações oculares e também relatos de pesquisas recentes sobre aumento na condução elétrica do coração, proporcionando as chamadas arritmias.
Por fim, Eduardo Monteiro destacou a importância de todos continuarem fazendo a sua parte, seja a comunidade da pesquisa, os médicos, pessoal técnico e especialmente a população em casa, a forma até agora mais eficaz para o combate à pandemia. Ele também comentou sobre o debate entre isolamento horizontam e vertical, dizendo que não considera horizontal pois existem muitas categorias profissionais que não estão cumprindo isolamento social, ao contrário, permanecem trabalhando normalmente, como profissionais de saúde, da segurança pública, serviços de entrega dentre tantos outros que diariamente estão nas ruas arriscando a própria vida.
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