Cidades

CRM faz apelo para não faltar EPI a quem está na linha de frente no combate à pandemia

Presidente do CRM, Eduardo Monteiro diz que no Amapá nove profissionais médicos já foram diagnosticados positivo para o Covid-19.


Cleber Barbosa
Da Redação

O médico Eduardo Monteiro, que preside o Conselho Regional de Medicina (CRM-AP), disse que a falta de equipamentos de proteção individual, os EPIs, sempre foi motivo de preocupação aos profissionais de saúde, mas que agora, com a pandemia do novo Coronavírus, a situação é bem mais grave, pois a falta não é só local, mas em todo o país e no mundo.

Falando ao programa Café com Notícia (Diário FM 90,9) ele anunciou a adoção de algumas ferramentas e até tecnologia para a aquisição dos equipamentos, alguns deles até mais simples, como máscaras, luvas e gorros. “Para os profissionais que estão na linha de frente, nas áreas de isolamento, há a necessidade de equipamentos de proteção especiais, daí estarmos ainda mais preocupados em não conseguir atender à demanda”, disse.

Monteiro disse ter recebido a informação de que a nova unidade de Tratamento Intensivo Convid-19 está ofertando tais equipamentos ao pessoal envolvido, mas é preciso assegurar que não venha a faltar – diante do alto risco de contaminação.

Ele lembra que em São Paulo, mais de 800 profissionais já foram afastados do serviço em função de terem sido contaminados. “Aqui no Amapá somente entre a categoria de médicos já são nove os casos confirmados de contaminação pelo Covid-19, mas sem nenhum caso considerado grave, pois a maioria deles está em isolamento domiciliar, alguns inclusive já voltaram às suas atividades profissionais”, disse o médico.

Por conta própria e com o auxílio dos familiares, o CRM vem fornecendo máscaras cirúrgicas para os parentes médicos, sendo inclusive um lote de 200 entregues por uma irmã de Eduardo Monteiro.

Eduardo Monteiro também se disse favorável à orientação sanitária para que as pessoas comuns utilizem também máscaras, mesmo aquelas consideradas de fabricação caseira. “Principalmente para aquelas pessoas que não podem estar em isolamento domiciliar, pois precisam sair para trabalhar, como os profissionais de saúde, os agentes de segurança pública, bombeiros, enfim, mas a recomendação vale também para as pessoas que precisam sair seja para ir a um supermercado ou outro compromisso inadiável”, completou.


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