Cidades

Busca por assistência psicológica aumenta durante a pandemia, diz psicóloga

Mas a busca por mais informações e até mesmo atividades simples, como aprender as brincadeiras dos pais e avós podem ajudar a dar vazão a tanta angústia.


Cleber Barbosa
Da Redação

 

Laurana Bandeira, do Instituto Ecoar, falou nesta segunda-feira (20) sobre o aumento por atendimentos psicológicos durante o período da pandemia pelo novo Coronavírus (Covid-19). Numa verdadeira corrida contra o tempo, ela diz que o cenário atual fez com que todos os profissionais de saúde envolvidos com a saúde mental fossem mobilizados para dar conta de atender a demanda, mas acima de tudo informar à população que é possível se cuidar da saúde mental e dar vazão a toda a angústia, a ansiedade e o medo.

 

Entrevistada pela equipe do programa Café com Notícia, da rádio Diário FM (90,9), ela explicou que há um ano e meio, quando surgiu o instituto, os atendimentos eram apenas pelas redes sociais, compartilhando conteúdos e orientações de forma acessível, mas que depois acabou levando à necessidade da abertura de um espaço próprio para atendimentos – que agora foi obrigado a fechar.

 

O trabalho inicial consistia em desmistificar um certo preconceito sobre a busca por acompanhamento psicológico. “Foi quando decidimos criar o projeto Terapia em Dia, para tirar os estereótipos de terapia era coisa para doido, coisa de rico, levando as pessoas a entender que fazer terapia é tão comum e necessário quanto tomar um comprimido ou ir à farmácia buscar uma medicação”, diz a especialista.

 

Ela diz que cuidar da saúde mental evita exatamente chegar ao uso de medicamentos, o que se mostra necessário num ponto mais crítico de eventuais patologias psicológicas.

 

Pandemia

A psicóloga diz que o período de isolamento social tem sido também de muito mais acesso à rede mundial de computadores, portanto oportunidade para que as pessoas estando mais conectadas possam ler mais, se informar, estudar, enfim, então vislumbra também a possibilidade de se buscar mais conhecimento sobre a saúde mental.

 

Por fim, ela sugere que para dar vazão e ajudar a literalmente relaxar a mente e o corpo, que as pessoas procurem mais atividades recreativas entre seus familiares, como exercícios, dança, brincadeiras. “Até pode ser uma chance para os mais velhos ensinarem as antigas brincadeiras de sua infância, quando não se tinha tanto acesso a ferramentas tecnológicas e se divertia tanto ou até mais”, completa.


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