Hospitais de campanha poderão receber pacientes não agravados de Covid no Amapá
Em entrevista coletiva por videoconferência, coordenador da Vigilância em Saúde do Estado fala das novas estratégias para enfrentar pico da pandemia

Cleber Barbosa, da Redação
O coordenador regional da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), Dorinaldo Malafaia, concedeu entrevista coletiva neste feriado do Dia do Trabalhador (01) sobre as novas estratégias de enfrentamento à Pandemia do novo Coronavírus (Covid-19) no estado. Em sistema de videoconferência, jornalistas puderam tirar dúvidas e esclarecer alguns pontos polêmicos como a possibilidade de ‘lockdown’ das cidades.
Ele convidou alguns técnicos integrantes da equipe estadual da SVS, para auxiliar nos esclarecimentos, todos com participação também remota – a maioria da própria residência.

Malafaia falou sobre a importância de se ampliar o debate e, com a ajuda da imprensa, formadores de opinião e influenciadores digitais, se ratificar o quão sensível é o momento pelo qual o Amapá está passando, no contexto nacional e internacional da pandemia. “As medidas tomadas agora terão reflexos nas próximas duas semanas, dada a virulência do Covid-19 e a escalada da nossa curva epidemiológica”, disse ele.
Sobre isso, comentou que na lista das estratégias de enfrentamento a epidemia, há previsão do chamado ‘lockdown’, mas que essa medida considerada mais extrema não o que muita gente chegou a especular durante os últimos dias, especialmente nas redes sociais. O coordenador disse não ser um cenário radical de se fechar tudo, tirar todos das ruas e mandar estocar comida em casa, mas algo programático, sistemático e coordenado, com o funcionamento sim das revendas de alimento, mas horários e fluxo muito mais criteriosos.
Exército
Ele disse que a coordenação de enfrentamento à pandemia já trabalha com a possibilidade de implantação de hospitais de campanha do Exército Brasileiro, que haviam sido conseguidos a partir de gestões do governador Waldez Góes logo no início do estado de calamidade, mas que foram adiadas devido à dinâmica e a necessidade de se promover ajustes. “O apoio do governo federal é decisivo, nós consideramos até agora muito tímido, então precisamos de uma sinalização concreta, com o envio de leitos, por exemplo”, ponderou.
Os hospitais de campanha seriam indicados para receber pacientes acometidos de Covid-19, mas sem quadros mais severos da doença, que seriam encaminhados para as unidades de tratamento intensivo que o estado já montou em alguns pontos do estado.
Ele diz que o Amapá conta com a mobilização de suas autoridades e representantes no Congresso Nacional para essa reta final de enfrentamento à pandemia, dentre eles o próprio presidente do Senado Federal, o amapaense Davi Alcolumbre (DEM/AP).
Os jornalistas também abordaram a operação da Polícia Federal em Macapá esta semana, tendo como alvo uma distribuidora de insumos e equipamentos de proteção individual (EPI). Ele ratificou que a Coordenadoria de Vigilância em Saúde não efetuou nenhum pagamento a ela e que os problemas de majoração dos preços tem sido uma situação enfrentada pelos governos indistintamente, seja no Brasil seja no exterior, dada a conjuntura excepcional e uma valoração de mercado. “Mesmo assim, decidimos que vamos utilizar de ferramentas como essa da tecnologia de uma coletiva por videoconferência, para realizar também audiências públicas de cotações de preço, compras eletrônicas e prestação de contas online, queremos semanalmente compartilhar tudo isso com vocês e toda a sociedade”, finalizou.
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