Entidade LGBT conclama população a acessar plataforma com banco de dados para inclusão social
Presidente do Conselho Estadual da População LGBT do Amapá vai ao rádio falar do novo banco de dados que projeta acesso a políticas públicas cidadãs.

Cleber Barbosa
Da Redação
André Lopes, que preside o Conselho Estadual LGBT, disse em entrevista nesta quinta-feira (09) ao programa Café com Notícia, da rádio Diário FM (90,9) em que deu mais detalhes sobre o lançamento de uma plataforma com um banco de dados da população de gays, lésbicas, bissexuais e transsexuais, que possibilite se saber onde estão e em que situação essas pessoas estão, até mesmo para se acessar programas sociais e de transferência de renda – como nesses tempos de pandemia.
Ele explicou que se trata de uma antiga reivindicação dessa parcela da população, relacionada ao atendimento de diversos aspectos como inclusão e justiça social. “É uma conquista, tardia, mas uma conquista para a qual nós parabenizamos a Secretaria de Estado da Inclusão e Mobilização Social, pois agora poderemos conferir a situação de vulnerabilidade social e a situação de fato que essa população vivencia”, disse ele.
O representante estadual disse ainda que a essa população não só de Macapá, mas de todo o estado, deverá agora responder ao formulário de adesão e participação no programa, pois é a garantia de que possam acessar as políticas públicas como o auxílio emergencial que foram lançados para o enfrentamento à pandemia.
André Lopes diz que muita gente não conseguiu ser incluído no programa devido a falta de informações e dados oficiais sobre essa camada da população. “A gente espera agora que todas as outras secretarias de governo possam estar pensando junto com a gente, a partir dessa decisão da secretaria de inclusão e mobilização social, que a secretaria de educação possa saber o que os estudantes LGBT sofrem, quais são as dificuldades deles, como está o processo das LGBT fobias no ambiente escolar, como também a secretaria de trabalho e empreendedorismo e as demais”, disse ele.
Neste sentido, disse, a ideia é fazer com que o poder público e suas políticas possam de fato mudar – para melhor – a vida das pessoas, construindo uma ascensão social para essas pessoas, uma população que historicamente é excluída do mercado de trabalho, do ambiente escolar e muitas vezes do processo de vivência da vida pública.
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