Governo do Estado e Ministério da Defesa iniciam seleção de agentes da reserva que irão atuar em escolas cívico-militares
Eles farão assessoramento de gestão administrativa e acompanhamento das práticas educacionais.

O Governo do Amapá e o Ministério da Defesa iniciaram nesta terça-feira, 14, o processo seletivo de militares da reserva que irão prestar assessoramento de gestão administrativa e acompanhamento das práticas educacionais nas escolas estaduais Antônio Ferreira Lima Neto, no Parque dos Buritis, e Antônio Munhoz Lopes, no habitacional Macapaba, em Macapá. Ainda em 2019, elas foram selecionadas pelo Ministério da Educação para participar do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim).

De acordo com o comandante e Capitão-de-Mar-e-Guerra (CGM) Jorge Medeiros, o Pecim é um projeto estratégico que busca contribuir para o alcance de uma educação de qualidade através da disciplina.
“A taxa de reprovação e evasão nas academias militares é baixíssimo, porque esse estudante aplicará toda essa disciplina aos estudos. Nós não vamos tornar essas crianças militares. Nossa visão é contribuir muito na qualidade da educação”, disse o comandante Jorge Medeiros.
Para ingressar nesse processo de seleção, militares da reserva foram chamados voluntariamente a participarem do processo seletivo e deverão preencher uma ficha de inscrição. Os selecionados passarão a receber subsídios pelo Ministério da Defesa e atuarão no ambiente escolar.

Segundo o coordenador de educação básica e profissional da Secretária de Estado de Educação (Seed), Ryan Muller, essa fase do processo de implantação das escolas cívico-militares é de formação e alinhamento.
“Agora, é aguardar o processo de seleção e capacitação desses agentes que, após essas fases, serão encaminhados às duas unidades escolares. É uma grande parceria entre o sucesso escolar e o reforço disciplinar”, pontuou Ryan Muller.
As duas escolas selecionadas possuem mais de mil alunos cada. Conforme explicou o comandante Jorge Medeiros, para cada mil alunos, 18 militares estarão à disposição da instituição escolar. Nenhum dos militares será gestor, mas sim auxiliar de administração.
Entre os critérios para a escolha das escolas estão possuir alunos em vulnerabilidade social e baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), estar localizada na capital ou região metropolitana, além de ter aprovação em consulta escolar de toda comunidade ao redor.
Para a professora e gestora da E.E Antônio Ferreira Lima Neto, Salime Shibayama, toda a comunidade do entorno da escola apoiou essa parceria, e acredita que isso resgatará o aprendizado de alunos que vivem em situação de vulnerabilidade social.
“É extremamente importante essa parceria entre Estado e Forças Armadas para conseguirmos fortalecer o aprendizado desses alunos que estão em situação de vulnerabilidade social. A comunidade aceitou e abraçou essa iniciativa que deve minimizar, ainda mais, a evasão escolar”, frisou a educadora.
Pecim
O programa, instituído pelo MEC em parceria com o Ministério da Defesa, visa fomentar um novo modelo educacional que possibilite elevar a qualidade do ensino por meio de novas aprendizagens e melhores oportunidades aos jovens. Ao todo, 54 escolas públicas do Brasil vão participar do projeto. Cada unidade receberá R$ 1 milhão para o processo de implantação.
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