Secretária-adjunta explica processo de transferência de pacientes das UBSs para Centros Covid
Maracy Andrade, secretária-adjunta de enfrentamento à covid-19 no Amapá, justifica demora alegando que a demanda de ambulâncias aumentou bastante durante a pandemia.

Railana Pantoja
Da Redação
Durante a pandemia do novo coronavírus algumas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são responsáveis pelo atendimento inicial dos pacientes sintomáticos, e em casos graves, fazem a regulação para que o paciente seja transferido para um dos Centros Covid do Amapá. Acontece que o processo de transferência muita vezes é demorado por causa da disponibilidade de ambulâncias e oferta de leitos nos Centros.
“Em relação à demora, o que ocorre é que muitas vezes nós temos ocorrências que se realizam, depois acabam e entram em outras, e é nesse período que um paciente aguarda para ser transferido, não só para isso. Vou dar um exemplo prático: o número de tomografias realizadas no período de pandemia aumentou 300%, então, temos uma demanda muito mais alta, não só na rede pública, mas na rede privada também. Os órgãos de fiscalização evidenciaram isso e tem já liminar dizendo que nós temos um período para transferir esses pacientes de uma UBS, um local onde não está apto para ficar muito tempo com paciente, para um Centro Covid. Temos não só a questão em relação ao paciente que é nosso dever, mas também temos uma questão de liminar dizendo que o período é de até 3h, e isso está sendo cumprido”, justificou Maracy Andrade, secretária-adjunta de enfrentamento à covid-19 no Amapá.
Sobre a disponibilidade de leitos, Maracy explica que é um procedimento burocrático saber antes da transferência qual Centro Covid tem leito ativo liberado.
“Existe o enfermeiro da regulação. Ele precisa fazer esse contato, avaliar quem está recebendo e destinar para onde tem a vaga, esse é o papel dele, fazer essa ponte e autorizar o processo. Pra quem tem urgência, é a garantia aquele leito disponível, não se escolhe por tempo de transporte da ambulância. Nossos leitos estão com taxa de ocupação variando entre 30% e 40%, e o que é essa taxa? É a quantidade de pessoas que estão ocupando leitos no total, uma porcentagem”, finalizou.
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