No Dia do Comerciante, empresário diz que pandemia foi um divisor entre o comércio tradicional e novas modalidades de venda
Pierre Alcolumbre lembra que é preciso se adaptar à necessidade do cliente para que atendimento não deixe de ser realizado.

Railana Pantoja
Da Redação
Nesta quinta-feira (16) é celebrado o Dia do Comerciante, mas a data não tem nada de comemorativa em 2020, visto que o atual cenário pandêmico do novo coronavírus prejudicou bastante o setor com as medidas restritivas de isolamento social. Alguns empresários precisaram investir em novas modalidades de vendas, enquanto outros tiveram mesmo que fechar as portas.
“Acho que fomos muito maltratados. As medidas poderiam ter sido tomadas com mais zelo, mas o importante é que todo mundo encontrou uma saída, um caminho, e essa é a missão do comerciante: atender seu público-alvo. E nós vamos buscar qualquer alternativa que seja, ele [comerciante] vai entregar na casa do cliente, vender pela internet, redes sociais. Os comerciantes do Amapá, dentro de suas possibilidades, encontraram essas opções”, avaliou Pierre Alcolumbre, empresário do setor de utilidades do lar.
As modalidades de venda mais utilizadas durante o fechamento do comércio foram delivery e drive-thru, mas o comerciante reconhece que, inicialmente, não via de forma positiva esses tipos de venda.
“Meus filhos já vendem e compram por delivery, mas eu, que sou de uma geração anterior, não acreditava muito e nem apostava. Sou aquele comerciante que gosta do ‘olho a olho’, sentar com o cliente e mostrar o que é melhor pra ele. Mas, fomos obrigados a aprender que comprar pela internet é uma realidade, mesmo. O Amapá tem isso fortemente, acho que Macapá foi a capital que mais aderiu isso, a nossa condição geográfica nos deu essa oportunidade, ou seja, nós estamos concentrados num km² muito pequeno, conseguimos atender nossos clientes de forma muito rápida. Então, isso foi um marco, a pandemia foi um divisor entre comércio tradicional e o comércio que iniciou agora”, pontuou.
Pierre diz que existe uma expectativa muito grande a partir desta quinta (16) para saber como será a procura por atendimento presencial nas lojas de Macapá, visto que o novo decreto municipal autoriza a atividade.
“Eu entendo que a população amapaense aprendeu a comprar pelas redes sociais e isso vai aprofundar. O que muda nesta relação? Quando você está vendo um produto, a possibilidade de acertar na compra é muito maior do que quando você está vendo por uma tela de computador ou smartphone. Mas, é uma realidade nova, essa juventude que está aí já absorveu a tecnologia”, finalizou Pierre Alcolumbre.
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