Em greve, Correios alegam sobrecarga de trabalho e retirada de direitos trabalhistas
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Similares do Amapá (Sintect/AP), falou que durante a pandemia houve um aumento de aproximadamente 20% nas encomendas.

Railana Pantoja
Da Redação
Em greve por tempo indeterminado, desde a segunda-feira (17), os Correios alegam diversos motivos para a paralisação, sendo a sobrecarga de trabalho na pandemia e a retirada de direitos trabalhistas os principais.
Ederson Paraguassu, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Similares do Amapá (Sintect/AP), disse durante entrevista na manhã desta quarta-feira (19) ao programa radiofônico LuizMeloEntrevista (Diário 90,9FM) que durante a pandemia houve um aumento de aproximadamente 20% nas encomendas, mas o efetivo disponibilizado foi na contramão disso e causou acúmulo de trabalho.
“São duas pautas principais. A primeira é a falta de condições de trabalho que o funcionário não está recebendo, visto que no período de pandemia os Correios não pararam suas atividades. Estamos trabalhando de forma precária e sem equipamento de proteção. Isso causou entre os trabalhadores uma defasagem e muitos prejuízos, onde eles estão, muitas vezes, sacrificando o horário de descanso para cumprir as metas que a empresa tem estipulado”, explicou Ederson.

A segunda motivação, segundo o presidente, é a falta de diálogo com a direção das Agências dos Correios.
“O segundo motivo [e maior causador] foi a retirada da empresa da mesa de negociação, não deixando mais aberto o espaço para diálogo, além da retirada do nosso acordo coletivo, que tem 79 cláusulas sociais. Eles retiraram 70 e deixaram apenas 9. Essas nove cláusulas não deixam segurança para o trabalhador, fica tudo condicionado à vontade da empresa, e a qualquer momento ela pode alterar nosso plano de saúde ou vale-alimentação, por exemplo”, detalhou.
Trabalhando no Amapá, os Correios têm 247 colaboradores, divididos entre carteiros, atendentes e setor administrativo, sendo que 30% desses trabalhadores permanecem nos postos de trabalho durante a greve.
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