Cidades

94 mil pessoas fizeram teste para o coronavírus no Amapá, aponta pesquisa do IBGE

Número corresponde a 11% da população amapaense. Pesquisa mostra ainda comportamento social, índice de ocupação e número de domicílios que receberam auxílio emergencial.


Da Redação

 

Desde o início da pandemia até julho de 2020, aproximadamente 94 mil pessoas fizeram teste para o novo coronavírus no Amapá, o que corresponde a 11% da população. Dos 94 mil testados, cerca de 47,6% (ou 45 mil pessoas) obtiveram resultado positivo e 52,4% tiveram resultado negativo no teste (ou nos testes) que realizaram para detectar a presença do vírus.

A realização de testes foi um dos seis novos temas abordados em julho pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Covid19), que é parte das Estatísticas Experimentais do IBGE. Os outros temas são: Comorbidades, Comportamento (frente ao isolamento social), Indicadores Escolares, Solicitação e Aquisição de Empréstimos e Itens de Higiene e Proteção.

 

Comorbidades

Em julho, na população amapaense (estimada em 854 mil), havia 132 mil pessoas (ou 15,5% da população) com alguma das comorbidades pesquisadas, sendo a hipertensão a mais frequente (8,5%). As demais prevalências foram: asma ou bronquite ou enfisema (5,2%); diabetes (3,6%); doenças do coração (1,2%); depressão (0,9%) e câncer (0,3%). O percentual de pessoas com alguma doença crônica e que testou positivo para a Covid-19 foi de 5,3%.

 

Comportamento social

17 mil (2 % da população) não adotaram qualquer medida de restrição em julho; 180 mil amapaenses (21,1%) reduziram o contato, mas continuaram saindo de casa; 464 mil (54,3%) ficaram em casa e só saíram em caso de necessidades básicas e 182 mil (21,4%) ficaram rigorosamente isolados.

 

Estudos

Cerca de 234 mil pessoas de 6 a 29 anos de idade frequentavam escola ou universidade, representando 58,6% da população desta faixa etária. Em relação à disponibilização de atividades escolares, 43,1% desse grupo teve atividades; 36,1% não teve e 20,8% não teve porque estava de férias. O contingente de pessoas que frequentavam escola, mas não tiveram atividades em julho foi de 85 mil, e o daqueles que tiveram atividades foi de 101 mil.

No Amapá, as pessoas pertencentes às classes mais baixas de rendimento domiciliar per capita em salários mínimos tiveram percentuais maiores de crianças e adolescentes sem atividades. Entre os que viviam em domicílios com rendimento per capita de até meio salário mínimo, 40,8% não tiveram atividades escolares, contra 33,1% nos domicílios com rendimento domiciliar per capita de 4 ou mais salários mínimos.

 

Higiene

Dos 207 mil domicílios nos quais foi investigada a existência de itens básicos de higiene e proteção, em quase todos havia sabão ou detergente (99,7%), máscara (98,9%) e água sanitária ou desinfetante (98,9%). O “álcool 70%” estava presente em 94,5% dos domicílios, enquanto as luvas descartáveis estavam presentes somente em 48,7%.

 

Auxílio Emergencial

A proporção de domicílios do Amapá que receberam algum auxílio emergencial relacionado à pandemia passou de 67,3% em junho para 68,8% em julho, com valor médio do benefício em R$ 1.015 por domicílio.

 

Ocupação

O percentual de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade de trabalhar passou de 42,8% em junho para 41,1%, em julho. Dos 264 mil ocupados em julho, 56 mil estavam afastados do trabalho na semana de referência, dos quais 45 mil estavam afastados devido ao distanciamento social. Esses dois contingentes caíram, respectivamente, 42,2% e 47,1% em relação à junho. No Amapá, o número médio de horas habituais trabalhadas foi 38h por semana, e o das que de fato foram trabalhadas na semana de referência foi, em média, 26 horas.


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