Cidades

Pessoas com deficiência precisam também se engajar no movimento por inclusão, diz liderança

Jodoval Farias da Costa vai ao rádio e presta esclarecimentos sobre a vivência na luta pela causa das pessoas portadoras de algum tipo de deficiência.


Cleber Barbosa
Da Redação

 

Dirigente da associação dos cegos e amblíopes do Amapá, Jodoval Farias da Costa foi ao rádio nesta terça-feira (22) falar sobre a semana de luta pela pessoa com deficiência, ajudando a audiência a fazer mais reflexões sobre o segmento, a causa e a luta por mais inclusão, pois entende que a igualdade está intimamente ligada à dignidade do ser humano.

 

Jodoval foi entrevistado pela equipe de jornalistas e produtores do programa Café com Notícia, da rádio Diário FM (90,9).

 

Ele explicou que os esportes paralímpicos também são uma ferramenta importante, afinal ganharam muita visibilidade nos últimos anos e deram também alegrias ao povo brasileiro que assitiu tudo pela televisão.

 

Também falou sobre o fato de que 24% da população brasileira declara ter algum tipo de dificuldade em suas funções a habilidades. “A principal bandeira do movimento das pessoas com deficiência hoje em dia é uma cidade acessível. Edificações acesíveis, comunicação acessível, exatamente para diminuir esse impacto”, disse Jodoval.

 

Ainda segundo esclarecimentos dele, a deficiência existe em maior ou menor grau, tanto que o IBGE trabalha com parâmetros, daí a importância de se falar sobre isso para que se tenha um debate mais qualificado e que caracterize essas pessoas, para entender suas reais limitações e necessidades.

 

Parâmetros

Deficiente visual bilateral, causada por glaucoma e catarata, Jodoval diz que dentre as várias subdivisões dessa deficiência, a grande dificuldade de enxergar pode ser mapaeada de forma mais qualitativa as políticas públicas podem direcionar para alguma intervenção oftalmológica, como lentes, óculos ou outro recurso, como nas demais situações, de baixa visão, como os cegos totais.

 

Por fim, ele explicou que independente do tipo e do grau de deficiência, que pode ser visual, motora, intelectual, auditiva, enfim, ela não faz distinção de classe social, idade, sexo. “É um grupo amplo, grande, muito heterogêneo, então fazer política pública, por exemplo, e trazer essas pessoas para o movimento, não é uma situação muito fácil, num trabalho que leve a formulação de um apauta, com reivindicações, é preciso ter essas pessoas, que precisam se aceitarem como tal, o que não é fácil também”, concluiu.


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