Cidades

Em meio à pandemia, Parada LGBT quer ganhar as redes sociais no domingo

Liderança organizadora da manifestação diz que devido ao Covid-19 o movimento será restrito à internet e pede apoio das famílias para a causa.


Cleber Barbosa 
Da Redação

 

André Lopes, da comissão organizadora da 20ª Parada do Orgulho LGBT no Amapá, foi ao rádio nesta sexta-feira (25) e confirmou que não haverá o desfile pelas ruas de Macapá, para se adequar às exigências e protocolos sanitários das autoridades do estado. O mote será conquistar espaços nas redes sociais neste domingo (27) para transmitir mensagens também direcionadas às famílias que ainda não aceitam e acolhem as pessoas que se assumem com essa orientação sexual.

 

André Lopes disse que está sendo muito difícil administrar essa nova realidade e não levar o movimento para as ruas. “São direitos que diariamente são atacados, tanto que esta semana nós tivemos um caso de possível LGBTfobia em Laranjal do Jari, de um rapaz que foi morto por seu companheiro, como também um outro rapaz de 26 anos em Santana que teve óleo quente jogado no corpo pela sua própria irmã, um rapaz muito jovem com todas as possibilidades para crescer na vida com esse triste processo e dentro da própria família, que deveria nos acolher”, lamentou.

O coordenador disse ainda que o círculo familiar muitas vezes nega a quem tem essa orientação sexual o simples direito de existir, o direito à vida, daí a mote no movimento desse ano em fazer toda a manifestação, protestos e proposições por reflexões em casa, remotamente, através das redes sociais.

A ideia é transmitir uma mensagem ao país e o mundo, através de uma gigantesca Live a ser retransmitida pelos canais no YouTube e Facebook, denominados “Parada do Orgulho LGBT Macapá”, sobre o importante processo de conquistas e vitórias que o movimento obteve ao longo dessa trajetória foi a partir da visibilidade que o evento ganhou nas últimas duas décadas.

Por fim, André conclama a participação de toda a sociedade, reforçando que o movimento não é exclusivo da população LGBT, mas a exemplo como aconteceu nas edições públicas do evento, ganhou a adesão e apoio de pessoas héteras e suas famílias, pois acima de tudo é uma causa por direitos humanos, por igualdade, inclusão e o direito de trabalhar, de amar e de viver.


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