Cidades

Promotora recomenda a abertura de mais leitos de UTI para Covid-19

Titular da Promotoria de Justiça da Saúde vai ao rádio e apresenta recomendação para adoção de medidas para enfrentar aumento dos casos.


Cleber Barbosa

Da Redação

 

A promotora de Justiça Fabia Nilce, titular da Promotoria da Saúde no Ministério Público do Amapá (MP-AP), concedeu entrevista nesta quinta-feira (29) ao programa Café com Notícia, na rádio Diário FM (90,9) sobre como a instituição está acompanhando o aumento dos casos de Covid-19 entre a população amapaense. Demonstrou preocupação com a escalada dos casos e pede providências das autoridades em saúde.

Ela relembrou todas as tratativas e o acompanhamento oficial por parte do MP-AP em relação a todas as medidas que estavam sendo adotadas pelo Estado para o enfrentamento à pandemia. Desde as medidas como garantir a separação de pacientes com Covid dos demais, ela enumerou outras providências até a abertura de mais leitos para o atendimento da crescente demanda por atendimento especializado.

 

Estatísticas

De junho a junho houve a redução e pressão sobre a rede de atendimento, o que levou ao fechamento dos centros especializados para Covid. “O Hospital Universitário passou a ser o centro de referência e deveria ficar funcionando com 30 leitos de UTI para pacientes de Covid, mas deste total 25 leitos já estão ocupados e foi tudo muito rápido, da segunda quinzena de outubro até hoje nós vimos o número de internados crescer”, ponderou a promotora.

Dos chamados leitos clínicos, o estado dispõe de 55 leitos no HU, segundo informou a promotora, mas destes, 46 pessoas já estão internadas, 6 somente nas últimas 24 horas.

 

Crianças

Ela inclusive entrou com uma ação civil púbica para garantir a realização de exames laboratoriais na Maternidade Mãe Luzia, e no Hospital da Criança e do Adolescente, em Macapá. “Nas reclamações que nós recebemos isso vem ocorrendo desde o ano passado, o que foi confirmado pela secretaria que dizia estar ajustando o contrato com a empresa que realizava a coleta do material dentro desses hospitais”, recordou.

O problema, segundo a promotora, é que mesmo após a realização da licitação não houve empresa interessada no certame, então o contrato anterior foi sendo prorrogado até que no início deste ano a situação ficou mais crítica, a ponto de na maternidade não estarem realizando sequer o teste do pezinho, considerado vital para o diagnóstico precoce e tratamento inicial de doenças nos recém-nascidos.


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