Cidades

Retrospectiva 2020: Amapá é atingido por um dos maiores apagões da história do país

Apagão: Amapaenses sofrem efeitos do apagão durante 21 dias.


Por Elden Carlos
Da Redação

O  amapaense ainda lutava pela sobrevivência e tentava se reinventar em meio à pandemia do novo coronavírus quando um novo e trágico fato surgiu. Na noite de 3 de novembro um incêndio na subestação Macapá provocou o início de um apagão que duraria 21 dias. Ele foi considerado como um dos maiores blackouts do Brasil desde o apagão de 1999, que atingiu parte do país.

O transformador 1 da LMTE (Linhas Macapá de Transporte e Energia) foi atingido pela explosão e o segundo equipamento foi parcialmente atingido, enquanto que o terceiro estava em manutenção desde dezembro de 2019. Por volta das 21h, o serviço de energia elétrica foi interrompido em 13 dos 16 municípios do Amapá, incluindo a capital, através da linha Laranjal/Macapá, além das usinas hidrelétricas Coaracy Nunes e Ferreira Gomes.

 

A causa, segundo a empresa, foi um raio que teria atingido a subestação. No momento do incêndio, caía uma forte chuva. Após a divulgação do laudo da Polícia Civil, em 11 de novembro, a hipótese do raio acabou sendo descartada.

Logo no primeiro dia do sinistro o governador Waldez Góes (PDT) criou um gabinete de crise para avaliar os prejuízos e resolver a problemática. O Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque e membros de setores ligados ao sistema elétrico vieram à Macapá para traçar um plano de recomposição do sistema.

 

 

O próprio presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), iniciou pessoalmente as articulações junto ao governo federal para encontrar alternativas imediatas para solucionar a crise energética,  o prefeito de Macapá, Clécio Luis (sem partido) decretou situação de emergência na cidade por 30 dias. Já o governador Waldez Góes (PDT), decretou situação de emergência no estado durante 90 dias.

Na noite de 6 de novembro um avião da Força Aérea Brasileira pousou em Macapá, trazendo geradores de energia, além de máquinas de purificação de óleo e outros equipamentos necessários para manutenção da rede elétrica. A empresa Eletrobras Eletronorte assumiu o suprimento emergencial de energia elétrica no estado, após publicação em uma edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU).

Na manhã do dia 7 a energia foi se restabelecendo aos poucos em grande parte de Macapá, além de alguns bairros da cidade de Santana. O retorno foi possível graças à conexão da rede do Amapá ao Sistema Interligado Nacional (SIN), porém, em sistema de racionamento com rodízio de 6 horas por bairro.

No dia 16 eram desembarcados na capital os 37 geradores termoelétricos que foram instalados na Usina Termoelétrica de Santana e na subestação Macapá. Um dia depois ocorreu um segundo apagão nos municípios de Macapá, Santana, Mazagão e algumas cidades do interior. Segundo a CEA, o fator foi provocado por um curto circuito na Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes.

 

Em meio ao apagão, presidente Bolsonaro desembarca no estado

O  presidente Jair Bolsonaro (sem partido) veio ao Amapá no dia 21 e visitou as subestações de Santana e Santa Rita. Naquele dia os geradores termoelétricos entraram em operação. Na madrugada do dia 24 de novembro o fornecimento de energia foi restabelecido em 100% nos 13 municípios atingidos, dois dias antes do prazo final para a retomada total dos serviços de energia elétrica, pondo um fim no sistema de racionamento após 21 dias de apagão.

Durante o período de apagão o governo do Estado criou um pacote econômico para socorrer trabalhadores, empresas e pessoas atingidas pelo blackout. Os prejuízos foram grandes em todos os setores. Após quase um mês sem o fornecimento de energia elétrica, e, ainda enfrentando a pandemia, os amapaenses voltaram a dar lições de solidariedade e exemplo de amor ao próximo. Muitas foram às situações de apoio mútuo entre as pessoas.


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