Cidades

Lideranças LGBT acreditam que Furlan vai honrar compromissos com o movimento

Em entrevista no rádio, destacam avanços como conquistas que não podem retroceder, independente de qualquer governo que seja eleito.


Cleber Barbosa
Da Redação

 

Lideranças do movimento LGBT no Amapá disseram estar esperançosas de que o novo prefeito de Macapá, Antônio Furlan (Cidadania), possa honrar os compromissos assumidos ainda durante a campanha eleitoral do ano passado. Dandara Souza, diretora local da União Nacional LGBT do Amapá e André Lopes, presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da População LGBT, foram ao rádio nesta segunda-feira (04) falar sobre essas articulações.

 

Os dois concederam entrevista ao programa radiofônico Café com Notícia, da rádio Diário FM, ocasião em que o movimento dialogou com todos os candidatos a prefeito de Macapá no ano passado e que apesar de nem todos terem assinado a carta compromisso com o segmento, o prefeito eleito assinou e agora esperam a ratificação desse posicionamento.

 

Eles disseram ter acontecido inclusive o lançamento de uma carta aberta à Prefeitura de Macapá, com o objetivo de que a nova gestão possa garantir os direitos dessa população, que historicamente é socialmente excluída e marginalizada.

 

“Queremos garantir acima de tudo que não se retroceda nas conquistas que já tivemos, direitos básicos já assegurados e políticas públicas afirmativas”, disse Dandara Souza.

 

Entre esses direitos básicos, são medidas que amenizam a desigualdade e a violência que são cometidos, a LGTBfobia.

 

“Trazer o debate para o centro dos acontecimentos políticos já foi um avanço, mas a gente quer continuar os avanços, como a estruturação do próprio conselho municipal, um processo iniciado no início de 2020 e que foi bastante prejudicado pela pandemia, acabando com grande parte dos nossos planos, como fazer assistência social e também aprovar a minuta da rede de proteção para essa população”, recorda.

 

Já André Lopes reforçou que a categoria conseguiu inclusive a aprovação de um plano municipal de saúde da população LGBT, pelo Comitê de Saúde Integral do município de Macapá, que versa principalmente na organização dos serviços da atenção básica.

 

“Temos a maior dificuldade de dialogar sobre isso, pois os gestores acreditam que nós vamos onerar a conta pública, quando na verdade é preciso apenas organizar os serviços, um serviço especializado é importante”, disse o representante do movimento social.


Deixe seu comentário


Publicidade