Empresários debatem possível colapso no setor funerário no Amapá
Preocupação é que com o aumento de óbitos provocados pela Covid-19, no Amapá, setor funerário também entre em colapso.

Lana Caroline
Da Redação
Devido ao aumento do número de óbitos decorrentes da Covid-19 no Amapá, existe a preocupação que o sistema funerário possa colapsar, caso essas mortes atinjam um patamar mais elevado. O tema foi debatido na manhã desta quinta-feira (11) durante o programa radiofônico LuizMeloEntrevista (Diário 90,9FM). Os empresários Edielson Bandeira e Lúcio Teles, que atuam no setor de serviços funerários, foram ouvidos sobre o tema.
Segundo Edielson Bandeira, proprietário da Funerária São José, o Amapá tem chances de seguir o mesmo exemplo de países à fora que passaram por esse caos. A preocupação dele é o fator de que as urnas funerárias não são produzidas no Amapá, e que o envio delas, após a compra em outros estado, tem uma logística demorada.
“Nossas urnas funerárias vêm de fora, principalmente, de São Paulo. Em Belém existe uma fábrica, mas ela deixou de nos atender por falta do produto. Quando a gente liga para São Paulo, eles nos dizem que essas urnas vão chegar em 40 dias. Temos doze funerárias no Amapá. A preocupação é saber se elas tem estoque suficiente, caso seja necessário, para dar conta da demanda”, disse.
Em contrapartida, Lúcio Teles, proprietário da Funerária Plaste Vida, afirma que a empresa belenense está, sim, fazendo o envio de urnas funerárias para o Amapá, e que através de um contrato feito com a Prefeitura de Macapá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) esteve adquirindo 250 urnas da capital paraense, e que estas chegam no prazo de 15 dias no estado amapaense.
“Sobre a discussão de hoje, a prefeitura de Macapá, com o contrato que temos hoje, possuí cerca de 800 urnas em estoque na capital. Estamos tendo esse cuidado de manter essa tranquilidade da população. Passamos pela primeira leva dessa pandemia, cumprimos toda as tarefas determinadas pela prefeitura há época e estamos preparados pra essa outra leva, que esperamos que não venha, mas estamos preparados.”
Outro detalhe importante é quanto aos sepultamentos. Os cemitérios de São José, no bairro Santa Rita, e N. S. da Conceição, no Centro, já estão com a capacidade de covas esgotados. Nesses locais são realizados enterros apenas em jazigos familiares.
Apenas o cemitério São Francisco, na zona norte de Macapá, ainda possui espaço para novas covas. Com esgotamento dos espaços, também, no cemitério de Santa Ana, no município de Santana, o cemitério de São Francisco passa a ser opção dos santanenses.
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