Cidades

8 das 9 amostras analisadas apresentaram a variante do coronavírus, diz SVS/AP

Outra preocupação é que nos últimos três dias o Amapá tem batido recorde de casos novos em 24h, chegando a registrar 775 casos positivos nesta quinta-feira (18).


Foto: Secom/GEA

Railana Pantoja
Da Redação

 

Dorinaldo Malafaia, superintendente de Vigilância em Saúde do Amapá (SVS/AP), informou na manhã desta sexta-feira (19) que 90% das amostras analisadas pelo Instituto Evandro Chagas, no Pará, apresentaram a variante brasileira do novo coronavírus em amapaenses.

 

“Isso significa que, das nove amostras que encaminhamos para o Instituto referência, oito dectaram a presença da nova variante do coronavírus, conhecida como variante brasileira. Ontem tivemos a confirmação de quatro amostras, duas foram colhidas em Ubss de Macapá e duas em Laranjal do Jari. Essa circulação da nova cepa nos preocupa muito, pois ela é bem mais transmíssivel e pode ser um dos fatores que causou nossa situação atual”, falou Dorinaldo.

 

Segundo alguns estudos e observações médicas, a nova cepa brasileira costuma atacar pessoas mais jovens e leva ao agravamento rapidamente, comportamento diferente do vírus no primeiro pico da pandemia.

 

Outra preocupação é que nos últimos três dias o Amapá tem batido recorde de casos novos em 24h, chegando a registrar 775 casos positivos nesta quinta-feira (18). Segundo o superintendente, esse resultado é de amostras recentes, ou seja, não são de material que estava represado há meses.

 

Também nesta quinta-feira (18) o Amapá atingiu 39 dos 40 pontos da faixa de risco, indo ao limite da faixa roxa, a última e mais preocupante.

 

“Depois disso não existe mais faixa para ser ultrapassada, então, é extremamente preocupante ver esses dados epidemiológicos das últimas 24h. Para chegar nessa pontuação são levados em consideração vários índices, como a taxa de internação, ocupação dos leitos clínicos e de UTI e número de óbitos, por exemplo. Tudo isso tem aumentado rapidamente”, explicou Dorinaldo.

 

Academias

Sobre a polêmica da abertura das academias pelo decreto da Prefeitura de Macapá, que vai de desencontro ao fechamento decretado pelo Governo do Amapá durante o lockdown, Dorinaldo informou que a questão será levada à Justiça.

“A Lei 2403/2020 realmente permite a abertura das academias, no entanto, dentro da própria Lei também diz que ‘a prática de exercício físico nos estabelecimentos e afins amparados por essa Lei poderão ser suspensas a qualquer tempo em caso de aumentos de casos durante a pandemia ou epidemia por Decreto Municipal’. Ou seja, o prefeito pode suspender as atividades nesses estabelecimentos, fica a critério. Mas já analisamos e vamos levar à Justiça, ao  MPAP e ao TJAP”, finalizou o superintendente.


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