Wellington Silva

O mundo quer PAZ!


Como se já não bastasse, no mundo todo, a crítica situação da pandemia, eis que inesperadamente e não mais que de repente os senhores da guerra novamente rufam tambores em disputa de poder e espaço territorial, desta feita, envolvendo a tão sofrida Ucrânia, e nos parece, grande parte da população a clamar por liberdade e total independência de Moscou ou do Krenlim, bem entendido.

Historicamente, não é de hoje que a Ucrânia luta pela sua libertação do jugo e total controle russo. Esse anseio advém desde a antiga União Soviética quando Polônia, Estônia, Lituânia e até mesmo o lado Oriental da Alemanha e Cuba eram áreas territoriais controladas pelas forças soviéticas.

Esse avanço territorial soviético ou russo teve início no mundo europeu após 1945, ano em que o nazifascismo finalmente fora derrotado pelos Aliados, obviamente com o apoio dos russos, e o histórico Tribunal de Nuremberg fora instalado em solo alemão para julgar as barbáries cometidas por nazistas, fascistas e imperialistas japoneses.

Mas, a grande questão central atual é:

Será que o Senhor Putin, seus generais e demais subordinados ainda não aprenderam nada quando recapitulamos visualmente em documentários e filmes todas as atrocidades sofridas pelo povo russo nas mãos dos nazistas, e justamente e fundamentalmente a luta desesperada e encarniçada travada por gente simples do campo, bosques e florestas, lutando em Kiev, Leningrado e Stalingrado, e tudo tão somente pela sua liberdade, sua terra, sua família, sua gente?

Quantas vidas não foram brutalmente ceifadas nestes cruéis combates?

Quantos jovens russos não foram despedaçados lutando pela liberdade dos seus, vítimas de morteiros, granadas e tiros de canhões?

Quantos jovens soldados alemães, apavorados e contra sua própria vontade, não foram forçados a lutar e a morrer para defender o maldito Terceiro Reich?

Hoje me comoveu profundamente a visão dos sobreviventes do holocausto:

Vered Kater, Rabino Arthur Schneier, Ella Blumenthal, Pinchas Gutter e Leon Weintraub, judeu polonês que passou por três campos de concentração e perdeu 64 de seus familiares na guerra. Ele até hoje dá palestras. Diz que “é a sua contribuição para que o passado nunca se repita”.

Sinceramente rogo aos céus que os senhores da guerra, de olho na Ucrânia, sonhem e percebam o horror da guerra, o flagelo humano da guerra, a grande desgraça da guerra e a grande desgraça que o totalitarismo historicamente já causou a humanidade, em todo este tempo tão temporal…

Se a liberdade é um legado de Deus outorgado a humanidade, desde tempos idos historicamente o homem por ela sempre lutou!

Ah! LIBERDADE! Algo intrínseco, inerente, integrante e tão necessário a humanidade na sua histórica luta contra a tirania, a barbárie, o totalitarismo…

Assim como Deus criou toda a vida existencial no mundo, os peixes, aves e tudo o que habita nas matas, florestas, campos, montanhas, rios, mares e oceanos, e lhes deu liberdade plena, assim o homem e a mulher, ditos “racionais”, também são dignos de liberdade, em toda a superfície do planeta Terra…

E que assim seja…