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Estádio Zerão não receberá torcida em jogo entre Trem e Paysandu por má estrutura

O comandante do Corpo de Bombeiros Militar, Coronel Wagner Coelho, afirma que o jogo teria que acontecer sem a presença de torcida por conta da má estrutura da arquibancada, que não conseguiriam ser reformadas até o dia 02 de março.


Lana Caroline
Editora de Esportes

 

A poucos dias da estreia de Trem e Paysandu pela Copa do Brasil, o palco da disputa, o estádio Zerão, não está apto para receber 1,5 mil torcedores por conta de problemas estruturais. Na manhã desta quarta-feira (23), durante o programa Luiz Melo Entrevista (Diário 90,9 FM), o secretário estadual de Infraestrutura, Alcir Matos, explicou que alguns serviços até poderiam ser feitos, mas não seriam suficientes.

“Por uma formalidade, o Trem protocolou junto ao Corpo de Bombeiros, a liberação do estádio e o corpo técnico dos Bombeiros fez uma lista de recomendações que é quase impossível de realizar. A Seinf ia entrar com serviços que puderem ser feitos ainda, como a rampa, guarda-corpo e toda as recomendações que pudessem. Ano passado houve um aulão do ENEM e a arquibancada suportou mais de 5 mil alunos, mas preocupada com a segurança de todos, a presidente do Trem decidiu realizar todo protocolo necessário. O problema não é só da secretaria (Seinf), é de estado”, disse o secretário.

O comandante do Corpo de Bombeiros Militar, Coronel Wagner Coelho, afirma que o jogo teria que acontecer sem a presença de torcida por conta da má estrutura da arquibancada, que não conseguiriam ser reformadas até o dia 02 de março.

“Tem situações relacionadas a incêndio e pânico e uma sobre estrutura. Sobre incêndio e pânico, fizemos uma inspeção e percebemos que a Seinf tinha e tem condições de fazer. Quando chega na questão estrutural, não tem condições. A única forma de acontecer o jogo é sem público. O tempo que resta é pouco para emitir um novo laudo de responsabilidade técnica e até um tipo de intervenção para resolver a anomalia da estrutura”, enfatizou Wagner.

A Seinf falou sobre a realização de um teste de carga para saber se realmente seria aprovada a capacidade de torcida no estádio, mas o comandante afirmou que para uma possível liberação teria que ser feito um laudo para garantir o uso das arquibancadas.

“Eu não sei como seria feito o teste de carga, mas sei que precisa ser emitido um laudo do responsável técnico garantindo que o que foi encontrado de anomalia, principalmente na parte de baixo das arquibancadas, está seguro. Sem isso, não temos como liberar o uso delas”, encerrou o coronel.


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