Wellington Silva
Eleições: a necessidade de discutir propostas

Mais importante do que discutir erros e acertos dos pleiteantes a cargos eletivos o fundamental é mesmo cobrar e discutir propostas viáveis que certamente possam beneficiar a coletividade, embora os erros não devam de forma alguma ser encobertos, principalmente, quando envoltos em sérios níveis de corrupção!
Para pensar:
No final de 2021 o total de brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza atingiu o recorde de 23 milhões. São cidadãos que vivem com menos de 210 reais ao mês e 7 reais por dia. Isso já representa um cenário de 10,8% da população brasileira.
Outro cenário, traduzido, evidentemente mostra os 23 milhões de brasileiros em situação abaixo da linha de pobreza excluídos do Auxílio Brasil, muitos, com baixíssima renda.
Analistas observam que a demorada indefinição para a criação do Auxílio Brasil contribuiu sensivelmente para o crescimento de tal cenário de pobreza no país, e cresceu, consideravelmente, nestes últimos anos, face esquálida do baixíssimo crescimento econômico, com elevada desigualdade social.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE a nação brasileira possui hoje 10,6 milhões de pessoas desocupadas, tema, penso eu, que deveria ser central para qualquer debate a cargo eletivo a presidência da República Federativa do Brasil e ao Senado e Câmara Federal, além, é claro, do preocupante índice de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza.
Até o mês de maio de 2022 a Receita Federal já arrecadou R$ 165,3 bilhões em tributos. O valor, apresentado, é o maior da série histórica, desde 1995.
Hoje, o “impostômetro” mostra um total de 1 trilhão, 857 bilhões, 953 milhões, dados apurados até o fechamento deste artigo.
A grande questão é seguinte:
A sociedade brasileira necessita ver resultados concretos em termos de bom urbanismo nas cidades, melhores serviços de assistência à saúde e educação, de segurança pública, cultura e esporte, e enfim, a tão necessária boa qualidade de vida!
Portanto, que venham os candidatos, mas que também venham “pipocando” na mente dos entrevistadores a necessidade vital de discutir boas propostas assim como “pipoquem” na mente e na fala dos candidatos a boa capacidade de argumentação de boas propostas.
Refletir, é preciso!