Wellington Silva
Eleições: como escolher um bom candidato?

Desde que Sócrates (470-399 a.C) pensou a Polis Estado, justamente a necessidade de criação e estabelecimento dos três poderes, executivo, legislativo e judiciário, onde todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido, que as pessoas de boa vontade sonham com um mundo de paz, justo, livre, igualitário e fraterno. Condenado à morte em 399 a.C por pregar abertamente suas ideias, em praça pública, o Grande Mestre de Platão e Pitágoras não deixou plantada grandes sementes e sim frondosas árvores:
“Conhece-te a ti mesmo”, profunda essência de todo o seu ensinamento, foi incorporada por Elias, São João Batista, o Divino Mestre, Profetas e livres pensadores.
Quanto tempo não demandou, desde o sonho de Sócrates, a Polis Estado, até que as primeiras revoluções contra a nobreza e o clero e em defesa da liberdade e da democracia ecoassem nos quatro cantos da Terra, a começar pela Independência dos Estados Unidos da América, ocorrida no dia 04 de julho de 1.776, a Revolução Francesa, ocorrida no período de 1.789 a 1.799, e finalmente, a independência e proclamação da República Federativa do Brasil, a primeira, ocorrida em 1.822 e a segunda, proclamada no dia 15 de novembro de 1.889?
O pequeno preâmbulo se faz necessário para nos remeter a uma profunda reflexão, justamente a de fazer jus a nossos antepassados, eles que tanto lutaram na defesa e construção da liberdade e do estado democrático de direito. Assim sendo, inicialmente, mister se faz necessário observarmos o perfil técnico, intelectual, profissional e principalmente moral de cada candidato a cargo eletivo, principalmente, para o cargo de comando da nação brasileira e de seu estado, corpo integrante da República Federativa do Brasil. Parece brincadeira, até situações engraçadas que observamos em campanhas políticas, mas é um grande peso de responsabilidade que pesa sobre a mente e ombros de cada brasileiro, senhores do destino do futuro do Brasil e de sua terra.
Observar propostas de cada candidato, falas, promessas, é fundamental para a interpretação pessoal de cada um de nós. Propostas ou falas vagas, obtusas, de contextualização geral e repetitivas, como vamos melhorar a saúde, vamos melhorar a educação, cultura, esporte, vamos melhorar a qualidade de vida das pessoas, precisa estar tecnicamente embasada bem pé no chão, exatamente o como fazer, quais são as fontes de recursos, como será desenvolvido cada projeto. Se assim não o fizer, não passa de puro papo furado, como popularmente se fala. Agora, se, ao contrário, o candidato apresentar propostas reais, concretas, possíveis de realizar, ou já em andamento, merece ao menos um crédito de confiança de atenção.
Mas, muito cuidado caríssimo eleitor, pois sempre irá surgir propostas “o céu não é o limite”, algumas juridicamente inconstitucionais, e outras merecedoras de aval da Câmara e Senado Federal.
No frigir dos ovos, penso que o fundamental mesmo após estas eleições é a urgente necessidade de mobilização nacional para um grande plebiscito, com sua Excelência o Povo opinando se é contra ou a favor do mandato de apenas quatro anos a presidente da República Federativa do Brasil e para governador de estado, por exemplo.
Refletir, é preciso!
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