Wellington Silva
Pautas esquecidas e o debate que não houve!

Se perguntarem pra mim e a muitos que atentamente assistiram o debate de candidatos ao governo do estado, na Tv Amapá, o que acharam, de bate-pronto, vem logo a resposta:
Muito ruim, para ser minimamente educado!
Primeiro, que os organizadores deveriam deixar apenas para o final do debate cada candidato fazer sua pergunta ao outro, ou apenas, no seu início. A medida, preventiva, com certeza evitaria troca de farpas, alfinetadas e lamentáveis exposições públicas de um contra o outro, por todos vista, muito em função do elevado clima de disputa eleitoral.
Lamentavelmente, brigas e querelas pessoais dominaram a cena do debate, do início ao fim, empobrecendo por demais a finalidade fundamental de tão importante encontro político:
Discutir os grandes temas do Amapá, justamente, assuntos de relevância de altíssimo interesse de Sua Excelência o Povo Tucuju!
Penso, com toda certeza, que qualquer debate a cargo eletivo a presidência da República Federativa do Brasil e a governador de estado deve ter, obviamente e no mínimo, a necessária participação de jornalistas experientes para formularem perguntas de interesse público sobre educação, saúde, segurança pública, ação social, meio ambiente, infraestrutura, cultura, turismo e esporte.
Sabedores de que quase toda disputa eleitoral a presidente do Brasil e a governador de estado por vezes é carregada de brigas e ataques pessoais inadmissível é admitir e permitir que tal situação domine a cena e os blocos de debate, do começo ao fim, deixando as rédeas soltas, por assim dizer, caindo lá para baixo o nível do debate.
E, no frigir dos ovos, não se falou do mais importante e fundamental, a infraestrutura rodoviária, e da droga do tão necessário projeto de conclusão de pavimentação da BR-156, ou seja, o que cada um pretende fazer, tanto para o trecho Macapá/Oiapoque como Macapá/Laranjal do Jari?
Não se falou de bioeconomia, desenvolvimento sustentável, dos arranjos produtivos locais, e muito menos do que cada município produz e que já poderia, de muito, estar exportando, como o suco de abacaxi, doces e compotas da referida fruta, por exemplo. Todos sabem que o município de Porto Grande é um grande produtor de abacaxi e anualmente ali ocorre o tradicional Festival do Abacaxi.
Muitos tem conhecimento que a área marítima do Pereira, localizado na costa amapaense, possui um dos maiores bancos de camarões e de peixes nobres do mundo!
A grande questão é a seguinte:
O que fazer com tanta riqueza no Amapá e não permitir a pirataria?
Não se aprofundou o tema turismo cultural e esqueceram de falar dos grandes diamantes do Amapá:
O Sítio Arqueológico do Calçoene, Base Aérea do Amapá, Sítio Arqueológico de Maracá e Museu Joaquim Caetano da Silva, todos esquecidos, lamentavelmente…
Não se falou sobre as Escolas Família Agrícolas, ferramentas vitais para o desenvolvimento de conhecimento e de produção regional tais como a Escola Família Agrícola do Pacuí e a Escola Família Agrícola de Serra do Navio, por exemplo, tão necessitadas de apoio do poder público.
Portanto, muito se tinha pra falar, pra debater, e as brigas, dominaram a cena, infelizmente…