Wellington Silva
Um fracassado formato de debate

Ficou mais que evidente para bons observadores o fracasso que foi o formato e o nível do debate promovido pela Rede Globo com candidatos a cargos eletivos para governador e presidente da República Federativa do Brasil.
O estilo ping-pong “raquetadas” em todos os blocos abriu porteira ao esvaziamento de discussão de propostas de interesse público e empobreceu a razão de encontro político tão importante.
No frigir dos ovos o nível do debate para presidente da República rolou ladeira abaixo, fugiu do controle do apresentador e mostrou apenas elevadas doses de agressões, querelas pessoais e puro radicalismo, com o absurdo destaque de um padre que não é padre, mas tão somente uma hilária ferramenta de conveniência política produzida pelo sanatório institucionalizado.
Para muitos analistas está mais que comprovado que este estilo de debate só poderia resultar em coisa ruim considerando o elevadíssimo clima de destemperança temperado e regado à moda da casa, de extrema polarização política.
Assistimos, novamente e com profundo pesar, a descompostura de um presidente arrogante, impulsivo, insensato, agressivo, mal educado, preconceituoso e negacionista, sempre na contra mão da ciência.
Não se pode medir o que não se conhece e não se pode negar o que cientificamente a ciência já estudou, comprovou e aprovou!
Não se pode afirmar algo sobre assunto que sequer lemos, nunca estudamos e nunca tivemos compreensão alguma!
E vimos de tudo e assistimos de tudo no “debate maravilha” presidencial, até desligarmos a televisão, 1:30 da manhã, com muitos brasileiros também dando um “clic desliga” naquele teatro do absurdo!
Bom seria se a Rede Globo formasse um bom grupo de jornalistas experientes para formular perguntas inteligentes aos presidenciáveis, neste segundo turno, contando também com a participação da sociedade civil organizada e populares.
Evidentemente, a formulação de perguntas de interesse público, quer seja de jornalistas, de pessoas da sociedade civil organizada ou de populares certamente elevaria o nível do debate e oportunizaria o candidato a expor suas propostas, para melhor avaliação pública.
E cada um que se vire para responder, até as chamadas “pegadinhas”!
Parabéns ao Sistema Diário de Comunicação, ao Jornal Diário do Amapá, pela lucidez e feliz inovação ao apresentar um novo formato de debate, justamente a participação provocativa nas perguntas formuladas por jornalistas experientes, populares e conhecidos representantes da sociedade civil organizada.
Este é o caminho…