Wellington Silva
Carnaval, a alegria do povo como nossa identidade cultural

É carnaval, festa e folia, momento momesco de grande alegria do povo brasileiro. Momento de pular, dar risadas, descontrair e tomar uma gelada, porque ninguém é de ferro!
É como diz o grande “Coalhada”, personagem criado pelo genial e saudoso Chico Anisyo:
– Pois é, tamos aí, batendo de “trivela”, “polivalendo” e tomando uma aqui e acolá, porque ninguém é de ferro!
É a hora e o momento do brasileiro curtir a folia e esquecer os problemas, os mitos e micos da vida, a pandemia, a crise, a carestia, os absurdos da loucura do mundo, e se divertir, porque, afinal de contas, é carnaval…
Um brinde ao Rei Momo, a todos os brincantes e fundamentalmente um grande brinde aos nossos antepassados da Mãe África, eles que para cá trouxeram o batuque, o toque do tambor, o ritmo forte da Mãe África, com suas alegrias e lamentos…
E vieram mar acima, mar abaixo, nas galés infames dos covardes navios negreiros, tratados como mera mercadoria para dar cada vez mais força ao movimento do trabalho escravo nos canaviais, nos engenhos, nas fazendas, nos cafezais, no plantio e na extração e feitura do cacau. Eram bravos escravizados, tristes guerreiros meninos, inocentes mulheres abusadas e torturadas…
Mesmo assim, em meio a tanta dor e sofrimento, a este povo sofrido juntaram-se os povos originários do Brasil, os nativos, os verdadeiros donos da “terra brasilis”, para lutar ao lado das tropas portuguesas, expulsar o invasor estrangeiro, e garantir a soberania nacional do país, a sua consolidação territorial e sua sobrevivência como nação.
Eis a nossa identidade, nossa lídima expressão cultural!
Valorizar nossa identidade e nossas expressões culturais é valorizar a nós mesmos, os nossos antepassados. Respeitar, preservar, proteger e divulgar é nosso dever, sempre!