Wellington Silva

Quem são os incendiários?


 

Nestes últimos dias, Macapá amanhece envolta em cortinas de fumaça, por vezes densa, muito prejudicial à saúde!

São as queimadas ilegais que costumeiramente ocorrem neste período intenso de meses de muito sol, momento em que agricultores tocam fogo nos campos, perdem o controle das chamas, e acabam sempre provocando sérios danos ao meio ambiente e à comunidade em geral.

Ano passado foram registrados 2.700 mil focos de queimadas. Este ano, o total saltou para mais de 5 mil casos de incêndios!

Alguns parecem não dar a mínima para as regras simples e práticas de realização de uma queimada inteligente e controlada, porque dá trabalho, e implica em pequeno custo. E então, para estes, torna-se “mais prático e mais rápido” esta velha e absurda prática, com risco total de destruição do meio ambiente, em todo o seu redor.

Ocorre que até para o extremo da ignorância humana existe limite, e passando deste limite, torna-se abuso, absurdo, aberração, ilegalidade, provocação de danos coletivos a vida, a tudo e a todos!

A estes, sinceramente não vejo outro caminho a não ser a formulação e aplicação de penas mais duras, prisão, multa e até confisco de bens!

A intensificação dos serviços de fiscalização neste período de seca e de muito sol se faz extremamente necessário e só se consegue efetivamente realizar com sucesso tal empreitada através de considerável aumento do efetivo de recursos humanos, materiais, de equipamentos, de aeronaves, inteligência e monitoramento via satélite por exemplo.

Em entrevista à imprensa, o comandante geral do Corpo de Bombeiros do Amapá, Alexandre Veríssimo, declarou que a maioria dos focos são oriundos de queimadas ilegais.

“Muitos agricultores fazem fogo para usar o espaço para plantar. É preciso que fique claro que essa não é a única forma de limpar o solo. Com esses focos, há prejuízos em cadeia”, enfatizou o comandante.

O município de Tartarugalzinho, distante cerca de 230 quilômetros de Macapá, lidera a lista de focos de incêndio. Somente no início deste mês de setembro já ocorreram 35 focos. O município de Amapá, distante a cerca de 306 quilômetros da capital, figura em segundo lugar.

A atividade de combate a incêndios florestais conta com a participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Delegacia de Meio Ambiente do Amapá, Batalhão Ambiental da Polícia Militar e Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), e se estenderão até o dia 6 de dezembro.

A pergunta que não quer calar é:

O que estamos fazendo com o planeta Terra?

A elevação de temperatura, tanto nas cidades e principalmente nos oceanos, podem provocar o surgimento de furacões, alertam cientistas.

Diversos cientistas e pesquisadores avaliam que a persistência das preocupantes ondas de calor são claros sinais de como a ação humana é capaz de aferir uma grave mudança no clima, com impactantes reflexos de ondas de calor em terra, graves incêndios florestais, derretimento incomum da neve no Himalaia e perda de gelo marinho, por exemplo.

Von Schuckmann afirma que “mesmo que os humanos parassem de emitir CO2, amanhã mesmo, os oceanos continuariam a aquecer, nos próximos anos”.

E alerta:

“Como cientista do clima, estou preocupado com o fato de termos chegado mais longe do que pensávamos!”

 

 

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