Wellington Silva
Gaza, Lula, e a bestialidade dos bombardeios israelenses

Atualmente, a imagem do estado de Israel perante a imprensa internacional e a comunidade internacional tem sido a pior possível!
E quando falo do estado de Israel, me refiro ao presidente Benjamin Netanyahu, seu governo, comandantes militares, sua força aérea e seu exército, pois historicamente o povo judeu sempre foi um povo sofrido, muito fraterno entre si, afável e acolhedor!
Mas nem os judeus mais tradicionais ou ortodoxos olham com bons olhos sua Excelência o Sr. “Benjamin”, e muito menos, os mais moderados, ou progressistas, defensores de um estado palestino como solução lógica para o fim de um conflito que já dura décadas!
Sem dúvida alguma, nestes últimos anos a imagem do governo israelense tem sido péssima!
Motivo:
Além de Netanyahu ter sido envolvido em processos de corrupção, pesa sobremaneira sobre ele, seus comandantes, força aérea e exército, a morte brutal de milhares de civis palestinos inocentes, crianças, mulheres e idosos. Em Gaza, por onde se olha, é sangue espalhado, cheiro de cadáveres, corpos em decomposição, pedaços de restos humanos, corpos queimados, pessoas gritando sem pernas ou braços…
Estes, senhoras e senhores, são os relatos diários dos sobreviventes em Gaza, muitos vítimas da bestialidade dos bombardeios da força aérea israelense, um bombardeio que quase sempre visa em seu objetivo atingir um ou dois líderes terroristas do Hamas.
A grande dívida que Netanyahu, seus comandantes, força aérea e exército terão de pagar perante a justiça do Deus de Israel ou Supremo Arquiteto do Universo, ou Alá, como queiram denominar, por tantas vidas inocentes perdidas, só o tempo e o Firmamento dirão…
Como as bombas não tem sentimentos e são máquinas de destruição enviadas pela bestialidade da ação humana elas impiedosamente são caos e morte dentro de seu raio de ação!
Creio, com toda certeza, que estes relatos, com imagens tão brutais, devem ter chegado ao presidente Lula, fatos que naturalmente devem ter lhe gerado uma profunda indignação e revolta interior como ocorreu a mim e a muitos no mundo, inclusive com autoridades e funcionários da ONU.
Mas, porque estrategicamente a força aérea de Israel despeja tantas bombas sobre Gaza sem muito se importar com danos à população civil?
A resposta, para qualquer pesquisador, está muito clara:
Israel parece querer evitar ao máximo que seus soldados tenham contato direto com terroristas por causa das emboscadas. E então senhores, isto não é guerra e não é uma guerra convencional entre infantarias, luta de blindados, briga entre caças no ar ou entre destroieres e corvetas no mar. É pura covardia, inicialmente do Hamas, com o seu ato terrorista, e agora, das bestiais bombas de Israel!
Em 1.943, em plena Segunda Guerra Mundial, houve um acordo de cavalheiros entre o Vaticano e os Aliados para que os bombardeiros americanos B-17 respeitassem a população civil em Roma e evitassem o uso de bombas próximo a área do Vaticano muito embora a inteligência Aliada soubesse que alguns nazistas ali se abrigavam. E assim foi feito!
Um pouco antes, em outubro de 1.942, na batalha de El Alamein, em Alexandria, no Egito, ocorreu uma grande luta de tanques. De um lado o marechal Rommel, do exército nazista alemão, e de outro o general Montgomery, do VIII Exército britânico. Houve um acordo de cavalheiros entre ambos para evitar lutas e muito menos disparos de artilharia ou de tanques próximos às pirâmides e as demais obras históricas do Egito antigo. E assim foi feito!
Nos parece, sinceramente, que os “senhores da guerra” em Gaza perderam o respeito e a compaixão por vidas inocentes e se tornaram monstros para alcançar seus objetivos!