Wellington Silva

A necessidade histórica do estado Palestino


 

Três anos depois do histórico Tribunal de Nuremberg, no dia 14 de maio de 1.948 a Organização das Nações Unidas – ONU cria o Estado de Israel após a deflagração de um forte movimento para a criação deste estado, dentro de área Palestina.

Foi exatamente a partir desta data que surgiu um sério conflito entre palestinos árabes e judeus, conflito que se estende até hoje, com graves consequências, para ambos os lados!

Eis aí senhores da guerra, um grave erro histórico, jurídico, legal e principalmente geográfico!

Se no mesmo ano de 1.948 a ONU também tivesse criado o estado Palestino com certeza muita desgraça teria sido evitada, não surgiria a Organização para Libertação da Palestina, Arafat e hoje, o Hamas!

Se o mundo livre possui uma grande dívida com o povo judeu, por conta das atrocidades do holocausto, obviamente também tem uma dívida imensa e histórica com o povo palestino por conta das atrocidades atuais cometidas pelas forças militares de Israel.

As monstruosidades ultimamente cometidas em Rafah, na Faixa de Gaza, por parte do exército israelense, estão sendo consideradas inaceitáveis pela grande maioria da comunidade mundial.

Em uma atitude histórica, Espanha, Noruega e Irlanda anunciaram publicamente nesta quarta-feira reconhecerem a Palestina como um estado independente, unindo-se assim a uma lista de 142 países, incluindo o Brasil, de reconhecimento pleno e total ao estado palestino.

Aqui no Norte do Brasil, Amazônia, Amapá, muitos torcem pela necessária criação do estado palestino!

Este forte movimento mundial já sinaliza possibilidade de adesão da Inglaterra e França, gesto justíssimo que certamente poderá induzir outros países a fazerem o mesmo.

 

Houvesse a ONU, em 1.948, criado os dois estados, o de Israel e o da Palestina, com delimitação justa de áreas, muitas tragédias teriam sido evitadas, até hoje.

De lembrar que após 24 horas da proclamação de criação do estado de Israel os exércitos do Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque invadem o recém criado território israelense e forçam o povo judeu a resistir e a travar uma guerra. Em 1.967 ocorre a Guerra dos Seis Dias onde Israel novamente se vê envolta em um conflito bélico direto com o Egito, Jordânia e Síria. No dia 06 de outubro de 1.973, de novo, nova tentativa de invasão em território israelense, de parte do Egito e da Síria, em ataque surpresa. Inesperadamente o exército egípcio cruza o canal de Suez e o sírio penetra as colinas de Golan.

Alguns historiadores e diversos pesquisadores defendem que a chamada terra prometida é dos judeus enquanto outros afirmam que de muito os palestinos ali já estavam. Particularmente, volto a afirmar que assunto tão delicado deveria ter sido amplamente discutido e resolvido em 1.948, evitando assim tanto derramamento de sangue e principalmente, de vidas inocentes.

Chega de bombas, chega de mortes!

 

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