Heraldo Almeida
Religiões afro-brasileiras e o sincretismo

Mediante o processo de colonização no Brasil, a Igreja Católica se colocava em um delicado dilema ao representar a religião oficial do espaço colonial. Em algumas situações, os clérigos tentavam reprimir as manifestações religiosas dos escravos e lhes impor o paradigma cristão. Em outras situações, preferiam fazer vista grossa aos cantos, batuques, danças e rezas ocorridas nas senzalas. Diversas vezes, os negros organizavam propositalmente suas manifestações em dias-santos ou durante outras festividades católicas.
Ao manterem suas tradições religiosas, muitas nações africanas alimentavam as antigas rivalidades contra outros grupos de negros atingidos pela escravidão. Aparentemente, a participação dos negros nas manifestações de origem católica poderia representar a conversão religiosa dessas populações e a perda de sua identidade. Contudo, muitos escravos, mesmo se reconhecendo como cristãos, não abandonaram a fé nos orixás, voduns e inquices oriundos de sua terra natal. Ao longo do tempo, a coexistência das crendices abriu campo para que novas experiências religiosas – dotadas de elementos africanos, cristãos e indígenas – fossem estruturadas no Brasil.
É a partir dessa situação que podemos compreender porque vários santos católicos equivalem a determinadas divindades de origem africana. Além disso, podemos compreender como vários dos deuses africanos percorrem religiões distintas. Na atualidade, não é muito difícil conhecer alguém que professe uma determinada religião, mas que se simpatize ou também frequente outras.
Dessa forma, observamos que o desenvolvimento da cultura religiosa brasileira foi evidentemente marcado por uma série de negociações, trocas e incorporações. Nesse sentido, ao mesmo tempo em que podemos ver a presença de equivalências e proximidades entre os cultos africanos e as outras religiões estabelecidas no Brasil, também temos uma série de particularidades que definem várias diferenças. Por fim, o sincretismo religioso acabou articulando uma experiência cultural própria. (Texto: Rainer Sousa)
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O mundo tá perdido
Com o sumiço do cupido
Que eu flechei num tiro certo
Pro gelo derreter
Fernando Canto/Nivito Guedes
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Marcador
Amapaense Augusto Júnior foi eleito o Melhor Marcador de Quadrilhas Juninas do Brasil, no Festival Nacional que aconteceu em Aracaju (SE), de 26 a 28 de julho.
O Evento foi realizado pela Confederação Nacional de Quadrilhas Juninas do Brasil (Conaqj). Ele é marcador da quadrilha Simpatia da Juventude, que representou o Amapá no Festival. Parabéns.
Qualidade
Intérprete oficial de Piratas da Batucada, Fábio Moreno tem uma qualidade técnica vocal no cantar, que impressionante e agrada os ouvidos de quem tem bom gosto musical. Além de uma simplicidade e humildade que lhe é peculiar. É “um cara gente boa”.
Música
Domingo (4), tem o projeto Tarde no Museu com Dança Circular, no Museu Sacaca (Av. Feliciano Coelho), às 16h. O artista convidado é o cantor, compositor e músico, Paulinho Bastos. A participação especial é do Coral Canta Unifap. Entrada franca.
‘Maninha do Céu’
Título da música de Paulinho Bastos que faz parte do repertório do álbum Voz da Taba, de Patrícia Bastos. Disco disponível nas plataformas digitais.
Esquecimento
Muitas músicas brasileiras, consideradas clássicas, estão no esquecimento pela nova geração, dando lugar para o modismo. Letra e melodia espetaculares. Lamentável.
Inédita
Nova música (inédita) da banda The Beatles, composta por John Lennon há 40 anos. A obra foi recuperada e gravada. Está disponível nas plataformas digitais.
Wave
“Vou te contar os olhos já não podem ver coisas que só o coração pode entender. Fundamental é mesmo amor, é impossível ser feliz sozinho…”. (João Gilberto).
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