André Romero diz que às vezes é melhor parar do que se deixar levar pela pressão social
Em entrevista, a propósito do Janeiro Branco, especialista fez rápida abordagem em relação à ansiedade, para ele o transtorno hoje mais presente nas pessoas

Douglas Lima
Editor
O psicólogo André Romero, em fala no programa Togas e Becas (Diário FM 90,9), neste sábado, 10, analisou que a campanha Janeiro Branco, que estimula o debate e a conscientização sobre a saúde, é um convite à reflexão porque o primeiro mês do ano não significa apenas uma mudança de calendário, mas um recomeço do que a pessoa deseja conseguir até o outro dezembro.
Romero apontou a ansiedade como o transtorno mais presente na sociedade, atualmente, em decorrência da forte pressão que as pessoas sofrem para ser as melhores. Às vezes, ela é tamanha que é vertida para o corpo, mexendo com o intestino e também causando alergia e enxaqueca, entre outros males, apesar de ser uma questão na ordem da saúde mental.
O psicólogo reconheceu que é muito difícil resistir à cultura de que se deve ser o melhor, imbatível, o invencível. “Isso adoece”, pontuou, para apresentar o escape: “É preciso conhecer o seu limite e não se impressionar com a pressão da sociedade, não se preocupar se o objetivo não foi alcançado”.
Para André Romero, o profissional, seja quem for, tem que aceitar que ele tem limite e não se submeter à imposição do enfrentamento de que vai dar conta de determinada missão. Ele aconselhou que às vezes é preciso parar, mesmo correndo o risco de ser chamado de irresponsável, porque isso é necessário para a saúde mental.
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