Nota 10

Médica alerta que na saúde a pressa costuma ser inimiga

Abordando perda de peso, Aiannia Marçal recomendou acompanhamento e respeito à individualidade de cada organismo e reforçou que resultados rápidos, especialmente para emagrecimento, não podem acontecer a qualquer custo


 

Douglas Lima
Editor

 

A especialista em clínica médica, Aiannia Marçal, na manhã desta terça-feira, 13, discorreu no programa LuizMeloEntrevista (Diário FM 90,9) sobre a perda de peso, recomendando acompanhamento e respeito à individualidade de cada organismo.

 

Doutora Aiannia começou avaliando que quando o assunto é saúde a pressa costuma ser inimiga. Ela disse que a busca por resultados rápidos, especialmente na perda de peso, não pode acontecer a qualquer custo.

 

Aiannia ensinou que processos seguros exigem avaliação médica e acompanhamento nutricional, respeitando a individualidade de cada organismo. Nesse cenário as ‘canetas emagrecedoras’ surgiram como verdadeira revolução no tratamento da obesidade.

 

 

A especialista falou que as canetas trouxeram benefícios reais e mudaram o manejo da doença, mas não são isentas de efeitos colaterais. Por isso, o uso deve ser individualizado e, obrigatoriamente, acompanhado por médico, com critérios bem definidos de indicação, dose e tempo de tratamento.

 

“A atenção à gordura visceral permanece central nessa discussão”, destacou a doutora. Ela alertou esse tipo de gordura, que se acumula ao redor dos órgãos, é um dos principais fatores de risco para eventos cardiovasculares, incluindo o infarto.

 

Um dos meios mais simples e eficazes de estimar o risco da gordura visceral é a circunferência abdominal ou medida da cintura. Valores elevados indicam maior acúmulo e aumento do risco de doenças como diabetes e hipertensão. Considera-se adequado até 102 cm para homens e 88 cm para mulheres.

 

 

“Para uma avaliação mais detalhada da composição corporal, a bioimpedância é uma aliada importante”, disse Aiannia Marçal, explicando que o exame permite identificar o percentual real de gordura, incluindo a visceral, além da quantidade de massa muscular e do nível de hidratação corporal.

 

A médica disse que outro fator frequentemente negligenciado, mas de grande impacto, é o estresse crônico. Ele eleva os níveis de cortisol, um hormônio que, quando mantido de forma persistente, contribui para alterações metabólicas e prejuízos ao organismo.

 

“Esse conjunto de fatores tem levado a revisões nas recomendações de prevenção. Em diversos países, as metas de pressão arterial foram ajustadas, passando a buscar níveis abaixo de 120×80 mmHg, reforçando a importância do cuidado precoce e contínuo”, resumiu a entrevista.

 

Aiannia, por fim, registrou que na saúde da mulher avanços também ampliam as estratégias preventivas: “O rastreamento do HPV, voltado à prevenção do câncer de colo do útero, já pode substituir exames anteriores. Com resultado negativo, o intervalo para nova testagem pode ser estendido para até cinco anos”.

 


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