Wellington Silva

Trump, imperador ou negociador da Groenlândia?


 

Será que Donald Trump realmente está querendo acabar com a OTAN ou apenas deseja barganhar para obter vantagens econômicas no caso da Groenlândia?

Sim porque uma hora ele ameaça invadir a Groenlândia e em outro momento ele manifesta desejo em comprar todo o seu território. Depois, após o frigir dos ovos, acaba fazendo acordo, do seu ponto de vista, “um marco para um futuro acordo”, sobre a cobiçada ilha.

Os detalhes deste tão propalado acordo, ainda permanecem, desconhecidos!

O que se sabe, no momento, é que Trump retirou as ameaças militares de invadir a Groenlândia, assim como as tarifárias, contra todos os países que se opunham ao seu absurdo plano de dominação total da ilha.

O grande problema do presidente americano, para o mundo livre, reside no simples fato dele sempre extrapolar todos os limites da autoridade que lhe compete.

Ele tenta, a todo custo, ampliar as tempestades de seu raio de ação, em outros países, para ver no que dá!

Dessa forma, cria celeumas, interpretações diversas, para depois colher os resultados da pressão.

E o Primeiro Ministro do Canadá, Mark Carney, acabou deixando o “xerife” americano irritado.

Em seu pronunciamento, Carney deu a entender que a velha ordem mundial, estabelecida após a Segunda Guerra Mundial, corre o risco de acabar. Na sua avaliação a situação geopolítica atual está tentando criar um novo cenário de governança criado pelas grandes potências. São exatamente elas, Estados Unidos da América, leia-se Donald Trump, a Rússia de Putin e a China, por exemplo, que pressionam cada vez mais os sistemas e processos estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial.

 

O que isso quer dizer?

O primeiro ministro canadense, Mark Carney, esclarece de forma suscinta a questão:

“As grandes potências agora usam a integração econômica como arma, as tarifas como forma de pressão, a infraestrutura financeira como coerção e as cadeias de suprimentos como vulnerabilidades a serem exploradas”.

Agora Trump insiste no argumento de que a Groenlândia é “estratégica” para a segurança dos EUA e da Otan contra China e Rússia.

Especulações dão conta de que que até disco voador tem por lá, fato que requer comprovação científica!

Enquanto isso, o Ártico derrete, o aquecimento global não é levado à sério e as superpotências disputam espaços e vantagens estratégicas na região.

 

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