Política

Amapá fortalece articulação internacional no Fórum Econômico da América Latina e Caribe

Presidente da Agência Amapá de Desenvolvimento Econômico destaca potencial logístico, energético e portuário do estado em agenda que integrou autoridades internacionais e o presidente Lula


 

O Amapá deu mais um passo estratégico na consolidação de sua inserção internacional ao participar do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, realizado no Panamá, de 27 a 30 de janeiro. A agenda foi detalhada pelo presidente da Agência Amapá de Desenvolvimento Econômico, Wandenberg Pitaluga, em entrevista concedida nesta sexta-feira, 30, ao programa LuizMeloEntrevista (Diário FM 90,9).

 

O Fórum reuniu autoridades, representantes governamentais e agentes do setor produtivo de diversos países para discutir integração regional, logística, comércio internacional e energia. A missão brasileira contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que também cumpriu compromissos oficiais no país centro-americano.

 

 

Segundo Pitaluga, o evento foi fundamental para debater a integração do eixo Norte do Brasil com a América Latina e o Caribe, especialmente no campo logístico. “O Panamá ocupa uma posição estratégica no comércio marítimo mundial por conta do Canal do Panamá, mas também está passando por um processo de reestruturação logística. Nesse cenário, o Amapá se apresenta como um parceiro natural”, destacou.

 

Durante a missão, o presidente da Agência ressaltou que o Amapá reúne condições tributárias, jurídicas e logísticas capazes de atrair operações que transitam pelo Canal do Panamá. “O estado tem uma estrutura que pode recepcionar investimentos e operações internacionais que passam por ali. Não é apenas uma possibilidade, é um caminho concreto”, afirmou.

 

Pitaluga também participou de reuniões ao lado do presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, incluindo um encontro com a autoridade marítima do Panamá. As discussões envolveram projetos ligados à área de petróleo e logística portuária, com foco no médio e longo prazo.

 

“O Amapá é apontado como a nova fronteira energética do Brasil. Estudos indicam um potencial expressivo de petróleo na costa amapaense, e o Canal do Panamá será estratégico para o escoamento dessa produção quando entrar em operação”, explicou.

 

Porto de Santana entra no radar internacional

Outro destaque da agenda foi a apresentação da estrutura do Porto de Santana, citado em reuniões técnicas como parte de uma estratégia panamenha de segmentação de portos na região. O presidente da agência apresentou rotas logísticas que integram transporte fluvial e marítimo, reforçando o papel do Amapá como elo entre o interior do país e o mercado internacional.

 

Pitaluga informou que já trabalha na elaboração de um memorando de entendimentos com a autoridade marítima do Panamá, com o objetivo de antecipar projetos e acelerar parcerias. Ele reforçou ainda que a missão atende a uma determinação do governador Clécio Luís de acelerar a atração de investimentos.

 

Energia no centro das articulações

Questionado sobre bastidores da agenda presidencial, Pitaluga confirmou que a matriz energética do Amapá esteve no centro das discussões. Segundo ele, há acompanhamento permanente da retomada das pesquisas da Petrobras na costa amapaense. “É uma operação complexa, que exige cautela, mas tudo segue dentro da normalidade”, garantiu.

 


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