Cidades

Petrobras poderá voltar a perfurar no Amapá um mês após incidente

Órgão regulador determinou novas condicionantes após vazamento de fluido em 4 de janeiro no poço Morpho, localizado cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá


 

Cleber Barbosa
Da Redação

 

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) autorizou a volta da perfuração da Petrobras no mar do Amapá, na Margem Equatorial, um mês depois do vazamento de um fluido de perfuração, que a companhia definiu como biodegradável, na madrugada de 4 de janeiro. A volta das atividades depende, porém, do cumprimento de condicionantes impostas pela agência reguladora.

 

Em ofício assinado pela superintendente de segurança operacional da ANP, Daniela Coelho, nessa quarta-feira, 4, a reguladora diz não haver óbice à volta da perfuração do poço, de nome Morpho, desde que cinco condições sejam atendidas, sendo a mais importante a troca do equipamento que apresentou problema.

 

As condicionantes são, nesta ordem: trocar os selos das juntas do riser, o tubo temporário que conecta o poço à unidade de perfuração flutuante na superfície; apresentar evidências dessa troca até cinco dias após a instalação da última junta do riser; apresentar evidências de treinamento para todos os colaboradores envolvidos na perfuração; revisar o plano de manutenção preventiva, reduzindo o intervalo para coleta de dados de 20 para 10 dias nos primeiros dois meses, mas voltando ao intervalo anterior, posteriormente; e usar as 15 juntas de riser reservas somente após o envio dos certificados de conformidade à ANP.

 

 

Histórico

No início de janeiro, o vazamento do fluido de perfuração foi constatado pela Petrobras durante a inspeção de um robô subaquático na linha flexível, a uma profundidade de 2.700 metros.

 

Foram liberados ao mar 18.440 litros de produto, entre vazamento e escapamento durante reparo.
Na ocasião, a estatal minimizou o vazamento do produto químico nas duas linhas que conectam a sonda de perfuração ao poço, alegando contenção e isolamento imediatos. A companhia reforçou que o fluido utilizado atenderia aos “limites de toxicidade permitidos, sendo biodegradável”, o que descartaria dano ao meio ambiente ou às pessoas. Nos bastidores, a avaliação é de que a repercussão se deveu ao contexto prévio de sensibilidade da operação, cujo licenciamento por órgãos ambientais levou anos.

 

 


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