Cidades

Poder público deve se preparar para envelhecimento da população, diz analista

Segundo Adrimauro Gemaque, aumento do número de idosos deve impactar diretamente diversos setores da sociedade


 

Douglas Lima
Editor

 

Para o analista Adrimauro Gemaque, todos os setores da população devem se preparar para uma demanda crescente: o aumento da população de idosos. Segundo ele, o envelhecimento da sociedade está diretamente ligado a dois fatores principais: à maior expectativa de vida e à baixa natalidade.

 

O último Censo do IBGE (2022) mostrou que o número de idosos cresceu no Brasil, e no Amapá não foi se diferente. “Nosso estado é o segundo mais jovem do país, perdendo somente para Roraima; mas a previsão de envelhecimento é global, e será rápida. Em alguns estados, como no Rio de Janeiro, já se tornou uma demanda urgente da gestão pública”, disse Adrimauro ao programa ‘Togas e Becas’ (Diário FM 90,9), na manhã deste sábado, 7.

 

 

Acerca do impacto do envelhecimento da população na sociedade, o analista prevê que deve ser dada uma maior atenção à questão, devendo-se tornar políticas de Estado, para que os gestores perpetuem as decisões tomadas em favor do bem-estar do idoso.

 

“Em São Paulo, já existem empresas especializadas em contratar idosos; alguns deles, mesmo depois da aposentadoria, voltam à ativa”, informou Adrimauro, que completou sua fala afirmando que o retorno ao mercado de trabalho pode se dar para complementar a renda e também pela disposição de exercer uma função.

 

Além do mercado de trabalho, outro setor que deve ter mais preparo é o da saúde, que deve investir em profissionais capacitados para o atendimento de idosos, indo desde o atendimento inicial até os tratamentos mais incisivos. “Aqui no Amapá, por exemplo, temos o Hospital da Criança, mas no futuro próximo deveremos ter o Hospital do Idoso; precisaremos de mais fisioterapeutas e cuidadores especiais”, atentou.

 

 

Por fim, Adrimauro disse que, apesar do crescimento populacional do Amapá em momentos específicos, principalmente através de migrantes em busca de emprego no estado, sobretudo vindos do Nordeste e do Pará, os números não foram tão expressivos, e que até o ano de 2040 a população amapaense deve ter números semelhantes aos dos anos 2000.

 


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