Nota 10

Piratas da Batucada, protagonista de memoráveis carnavais

Desfiles marcantes: ‘Biroba, o Maquinista do Trem da Alegria’ (1987), ‘O Negro que Veio da Várzea – Açaí’ (1993) e ‘Corpo de Mani, Dádiva de Tupã’ (1997), entre outros


 

Evandro Luiz
Da Redação

 

A Associação Recreativa e Cultural Escola de Samba Piratas da Batucada, conhecida como Piratão, foi criada em 1962 por um grupo de carnavalescos do bairro do Trem. O nome da agremiação foi inspirado no rótulo da garrafa do rum Montilla. Entre os fundadores estão Jeconias Alves de Araújo, autor dos primeiros sambas da escola; Walber Damasceno Duarte; Zê; e Antônio Pinheiro, o ‘Pancho’, sob a liderança do artista plástico Raimundo Braga de Almeida, o R. Peixe.

 

 

A data de fundação e o nome oficial foram institucionalizados em 31 de março de 1973, quando passou a se chamar Associação Recreativa e Cultural Piratas da Batucada (ARPB). O primeiro presidente foi Walber Damasceno que, com apoio de integrantes do Grupo de Escoteiros do Mar Marcílio Dias, contribuiu para a consolidação da escola junto à comunidade do Trem, hoje presente em toda a Zona Sul de Macapá.

 

 

Com as cores amarela, azul, vermelha e branca, a Piratas da Batucada é a maior campeã do Carnaval do Meio do Mundo. Segundo pesquisadores do carnaval amapaense, a escola conquistou seu primeiro título no mesmo ano de criação. Inicialmente formada apenas por homens, a agremiação destacou-se ao longo do tempo pela cadência de sua bateria, atualmente conhecida como Bateria Nota 10, que foi comandada pelo saudoso Luís do Apito.

 

 

Reconhecida pela valorização da cultura, dos costumes e das personalidades locais, a escola construiu forte vínculo com a comunidade e protagonizou desfiles marcantes, como ‘Biroba, o Maquinista do Trem da Alegria’ (1987), ‘O Negro que Veio da Várzea – Açaí’ (1993), ‘Corpo de Mani, Dádiva de Tupã’ (1997) e ‘Da Fortaleza de Macapá ao Cristo Redentor – Piratão e Beija-Flor: Uma Maravilhosa História de Amor’ (2009).

 

 


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