Maria Darci é condenada a 24 anos e 6 meses de prisão em regime fechado pela morte do ex-marido
Sessão do Tribunal do Júri de Macapá, que foi presidida pela juíza Lívia Simone, teve início na manhã de terça-feira, 10, e só encerrou na madrugada desta quarta-feira, 11, após mais de 15 horas

Elen Costa
Da Redação
A justiça condenou Maria Darci Farias Moraes Gonçalves a 24 anos e 6 meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato do seu ex-marido, o policial penal José Éder Ferreira Gonçalves, cujo crime ocorreu em novembro de 2021, na zona norte de Macapá. A sessão, que foi presidida pela juíza Lívia Simone, teve início na manhã de terça-feira, 10, e só encerrou na madrugada desta quarta-feira, 11. Ao todo, 11 testemunhas foram ouvidas: sete de acusação, três de defesa e uma de rol comum, além da ré.
Um dos depoimentos mais aguardados foi o da filha da vítima e de Maria Darci. A jovem, de 25 anos, confirmou que o crime foi motivado porque a mãe não aceitava o fim do relacionamento. Ela também garantiu que dentro da relação José Éder era a parte tranquila. E que além de ser muito agressiva Darci costumava usar os filhos para chantagear o policial a voltar para casa e permanecer no casamento.
Perguntada sobre a relação com a mãe após o fato, a jovem garantiu que não há nenhum tipo de contato entre Maria Darci e os filhos.
Usando chinelo, jeans e moleton, Maria Darci se ateve a responder apenas as perguntas de seus advogados e do Conselho de Sentença, e iniciou sua fala alegando que viveu um relacionamento repleto de traição e que, por conta disso, vivia depressiva.
Sobre o dia do crime, ela contou que a discussão com José Eder, com quem estava em processo de separação, iniciou após ela cobrá-lo a respeito de áudios recebidos pela atual companheira do policial.
E que, a partir daquele momento, ele ficou agressivo e a agrediu. Foi então que ela correu na cozinha, pegou a faca e tentou se matar. Mas, José Éder impediu o ato e, sem saber como, acabou o atingindo fatalmente. A versão foi contestada e desmentida pelo filho adolescente de Darci e Éder, que foi testemunha ocular do crime, e que à época tinha 14 anos.
Sempre repetitiva, Maria Darci terminou seu interrogatório pedindo perdão aos filhos e à família do policial penal.
Maria Darci chegou a ser presa em flagrante, porém meses depois teve a prisão convertida para domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica. Em junho do ano seguinte ela deixou de usar o equipamento, por determinação do Poder Judiciário. Atualmente, estava residindo no sul do país e, segundo informações, vive outro relacionamento conturbado. Ela foi julgada por homicídio qualificado, por motivo fútil e meio que impossibilitou a defesa da vítima.
Conforme os autos, ela desferiu uma facada no pescoço da vítima na manhã do dia 12 de novembro de 2021, no apartamento onde morava, no residencial Vitória Régia, no bairro São Lázaro, zona norte de Macapá. José Éder tinha 44 anos de idade.
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