Polícia

Comissão do MP/AP denunciou servidor com prisão preventiva decretada e vítimas são acolhidas

Pelo menos 11 mulheres denunciaram Gleidson Ramos por crimes sexuais que teriam iniciado em 2025


Procuradora de Justiça Estela Sá

 

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) confirmou que adotou medidas imediatas para apurar denúncias contra Gleidson Pereira Ramos, servidor da instituição por supostos crimes sexuais. Ao tomar conhecimento, no ano de 2025, a administração superior do MP-AP encaminhou as informações para a Polícia Civil instaurar inquérito criminal e, de imediato, instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para que a conduta do agente fosse investigada.

 

As mulheres vítimas do acusado – que chegariam a 11 – denunciaram os crimes para a Comissão de Prevenção à Situação de Risco à Saúde Mental da instituição que recebeu os relatos e comunicou à administração superior do MP-AP.

 

Assim que foi informada, a gestão determinou o afastamento imediato de Gleidson de suas funções e deu início aos procedimentos internos, garantindo o devido processo legal. O MP-AP também presta apoio às vítimas e colabora com os órgãos responsáveis pela investigação criminal.

 

A corregedora-geral do MP-AP, procuradora de justiça Estela Sá, explica que a instituição tem tratado temas como assédio e discriminação de forma estruturada desde 2022, com normativas internas e ações de conscientização para prevenir esse tipo de conduta.

 

Segundo informou, o caso veio à tona após algumas das vítimas procurarem as integrantes da Comissão. A partir do relato, foram adotadas providências imediatas no âmbito administrativo, com a abertura do PAD, bem como encaminhado para abertura do inquérito para investigações dos crimes.

 

As vítimas foram ouvidas e acolhidas pela equipe do MP-AP para que pudessem relatar os fatos com segurança. Algumas delas estão sendo acompanhadas diretamente pela equipe multidisciplinar do Centro de Atenção às Vítimas – Nós Pertencemos (Cavinp).

 

“A instituição sempre esteve atenta e preparada para identificar situações dessa natureza e tomar as providências necessárias. Quando o caso chegou ao nosso conhecimento, atuamos prontamente, garantindo a apuração rigorosa e todo o suporte às vítimas”, destaca a corregedora.

 

Estela Sá também ressaltou que o silêncio muitas vezes dificulta a identificação desses casos, por isso reforça a importância de que possíveis vítimas procurem os canais institucionais.

 

Comissão de prevenção e canais de apoio

O MP-AP conta com a Comissão de Prevenção à Situação de Risco à Saúde Mental, atualizada pela Portaria 2398/2025, responsável por acolher integrantes da instituição e encaminhar situações relacionadas a assédio moral, sexual ou qualquer forma de discriminação.

 

Cada unidade possui representantes que podem ser procurados de forma reservada. Além disso, servidores e estagiários também podem recorrer à coordenação das promotorias, à Corregedoria-Geral, à chefia de gabinete, ao setor de Recursos Humanos e às áreas de saúde e qualidade de vida.

 

“As portas são várias. A instituição está preparada para acolher, ouvir e adotar todas as medidas cabíveis. O Ministério Público não tolera esse tipo de prática e atua de forma firme na defesa da dignidade humana”, reforça a corregedora.

 

O procedimento administrativo disciplinar encontra-se em fase final de relatório, que será encaminhado à Procuradoria-Geral de Justiça para deliberação. Paralelamente, o inquérito policial está em andamento, com manifestação favorável da Promotoria de Justiça Criminal de Santana pela prisão preventiva, e no aguardo que seja remetido para o MP-AP oferecer denúncia na justiça.

 

O Ministério Público do Amapá informa que segue acompanhando o caso com atenção, reiterando seu compromisso com a responsabilização, a transparência e a manutenção de um ambiente institucional seguro e respeitoso. Gleidson Pereira tem prisão preventiva decretada e já é considerado como foragido.

 

 


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