Cidades

Gea e Unifap discutem parceria para ampliar acesso de alunos da rede pública ao curso de Medicina

Proposta prevê vestibular com prova regionalizada e custeio de inscrições para estudantes da rede estadual a partir de 2027


 

O Governo do Amapá e a Universidade Federal do Amapá (Unifap) avançaram, nesta quinta-feira, 19, nas discussões para uma parceria estratégica voltada ao ingresso de estudantes da rede pública no curso de Medicina. A reunião, ocorrida na Secretaria de Estado da Educação (Seed), tratou da criação de um processo seletivo próprio, com prova regionalizada e apoio financeiro do Estado para o pagamento das taxas de inscrição.

 

A proposta mira o processo seletivo para ingresso em 2027 e pode beneficiar milhares de estudantes amapaenses. De acordo com a secretária de Políticas Educacionais da Seed, Sandra Casimiro, a iniciativa é fundamental para valorizar os alunos da rede estadual.

 

“É uma ação prioritária para ampliar o acesso ao ensino superior e garantir que nossos jovens tenham condições reais de disputar vagas em cursos de alta concorrência”, destacou a secretária.

 

Atualmente, o Amapá registra mais de 7 mil concluintes do ensino médio por ano. A Seed realizará um estudo técnico para identificar o volume de interessados especificamente em Medicina, permitindo o planejamento orçamentário do custeio das inscrições.

 

Prova regionalizada

O pró-reitor de Graduação da Unifap, Cristiano dos Santos, explicou que a proposta surge após análises dos processos seletivos de 2023 a 2025. A universidade busca novos modelos para assegurar o acesso da população local, especialmente após as mudanças jurídicas na bonificação regional.

 

O modelo previsto inclui uma prova presencial escrita com conteúdos baseados na realidade do estado, como História, Geografia, Cultura e Atualidades do Amapá. A expectativa é que o processo seja aberto a qualquer candidato, mas o investimento estadual será focado nos alunos da rede pública.

 

Dados apresentados pela Unifap (Curso de Medicina):

  • Vagas anuais: 60 (divididas entre o 1º e 2º semestre);
  • Concorrência: Média de 3.500 candidatos apenas para Medicina;
  • Inscritos totais: Entre 9,5 mil e 10 mil candidatos em todos os cursos da instituição.

 

A definição final sobre o novo modelo depende agora da deliberação do Conselho Superior da Unifap (Consu).

 

Reforço na Central do Enem

Caso o vestibular próprio seja confirmado, a Central do Enem será adaptada para preparar os estudantes tanto para o exame nacional quanto para a nova modalidade regional.

 

Entre as medidas previstas pela Seed estão a criação de turmas específicas para Medicina, ampliação das aulas simultâneas para o interior e o fortalecimento da “Caravana da Central”. A preparação iniciada em 2026 já será focada no ingresso de 2027.

 

Próximos passos

A proposta segue para análise dos órgãos internos da Unifap e do Governo do Estado para definição da viabilidade orçamentária. Se implementada, a medida reforçará o programa “Educação que Transforma”, que incentiva a continuidade dos estudos e a valorização da identidade regional no ensino superior.

 

 


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