Três mulheres que marcam a história do Marabaixo
Tia Venina, Tia Chiquinha e Tia Gertrudes; trio cuja trajetória de luta e resistência mantém viva a identidade cultural do Amapá

Evandro Luiz
Da Redação
Na zona rural de Macapá, no Quilombo do Curiaú, viveu Antonia Venina da Silva, a Tia Venina, uma das mulheres que ajudaram a preservar a cultura do marabaixo e do batuque no Amapá.
Descrita pela família como alegre, determinada e de fé inabalável, Tia Venina foi reconhecida como liderança comunitária e guardiã da memória quilombola. Dançadeira, cantadeira, rezadeira e curandeira de garganta, deixou como legado a valorização da ancestralidade e da tradição cultural repassada às novas gerações.
Ao lado dela, outras duas mulheres também se tornaram símbolos de resistência: Tia Chiquinha e Tia Gertrudes. As três foram homenageadas com esculturas produzidas pelo grupo Urucum, pelos artistas Josaphat, Dekko Matos e J. Márcio.
Os monumentos estão instalados em pontos estratégicos de Macapá:
Tia Chiquinha, na entrada da Rodovia do Curiaú;
Tia Venina, na esquina das avenidas Mãe Luzia e Eliezer Levy, no bairro do Laguinho;
Tia Gertrudes, em frente à Escola Municipal Meu Pé de Laranja Lima, no bairro Santa Rita (Favela).
As obras reforçam a territorialidade da cultura afro-amapaense na zona urbana, conectando Curiaú, Laguinho e Favela como espaços históricos de resistência cultural.
Tia Chiquinha foi matriarca de uma família de percussionistas e participantes ativos das manifestações de matriz africana.
Tia Gertrudes se destacou como referência feminina em sua comunidade.
Tia Venina, nascida em 1909, foi agricultora e mãe de nove filhos, dedicando a vida à preservação das tradições se quilombolas.
A história do Amapá também é construída por essas mulheres, cuja trajetória de luta e resistência mantém viva a identidade cultural do estado.
(Fonte: Blog Alcilene Cavalcante e Secretaria de Educação de Macapá)
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