Delegada Marina Guimarães é homenageada na Alap por atuação em caso de feminicídio
Reconhecimento do parlamento estadual destaca rapidez nas investigações conduzidas pela Delegacia da Mulher; policial falou da importância da prevenção

Douglas Lima
Editor
A delegada Marina Guimarães e a equipe da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) foram homenageadas nesta sexta-feira, 13, pela Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), em reconhecimento ao trabalho realizado nas investigações de crimes contra a mulher, incluindo o caso de grande repercussão do feminicídio de Paula Barroso.
A homenagem foi motivada pela rapidez nas diligências que resultaram na identificação e prisão do suspeito pelo crime. Durante fala no programa ‘LuizMeloEntrevista’ (Diário FM 90,9), a delegada destacou que o reconhecimento simboliza o esforço coletivo da equipe policial que atua diariamente no enfrentamento à violência doméstica.
O trabalho da delegacia envolve investigações complexas e uma rotina intensa de atendimento às vítimas. Ela ressaltou que a atuação rápida em casos graves é resultado da dedicação de uma equipe operacional que está sempre disponível para agir quando acionada.
“A gente enfrenta a violência doméstica todos os dias e tem conseguido concluir inquéritos policiais em tempos recordes. São muitas investigações, muitas vezes difíceis, como foi esse caso. Esse reconhecimento é muito importante para toda a equipe que trabalha na rua e não mede esforços para dar uma resposta rápida à sociedade”, afirmou.
Marina Guimarães também agradeceu a iniciativa da deputada estadual Aldilene Souza, responsável pela homenagem, e falou que os resultados obtidos são fruto de um trabalho coletivo da equipe de investigação. Também defendeu que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa avançar na prevenção. Segundo ela, a polícia atua principalmente de forma repressiva, quando o crime já ocorreu, mas as ações educativas têm papel importante para evitar que situações de violência evoluam para casos extremos.
“Conflitos entre casais acontecem, mas a agressão não pode ser justificada. É preciso reforçar que a mulher não é propriedade de ninguém. Ela tem direito de escolher sua vida, trabalhar e tomar suas próprias decisões. Essa é uma compreensão que precisa ser fortalecida na sociedade”, falou.
Sobre o debate em torno de mecanismos de autodefesa para mulheres, ela explicou que a legislação brasileira impõe limites para o porte de determinados objetos, mas destacou que iniciativas legislativas podem ampliar as possibilidades de proteção. Entre as propostas discutidas está a autorização para o porte de spray de pimenta por mulheres, medida que, segundo ela, pode contribuir para ampliar as alternativas de defesa pessoal.
“É importante discutir mecanismos que possam dar mais instrumentos para que a mulher consiga se proteger caso esteja em situação de risco. Projetos de lei podem ajudar a regulamentar essas possibilidades”, pontuou.
A homenagem prestada pelo parlamento estadual ocorre em meio ao aumento do debate público sobre políticas de prevenção e combate à violência contra a mulher no Amapá, tema que tem mobilizado autoridades, instituições e movimentos sociais em busca de estratégias mais eficazes de proteção às vítimas.
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