Wellington Silva

Rousseau, mais atual que nunca!


 

O genial pensador Jean-Jacques Rousseau, em seu memorável e iluminado discurso proferido em Chambery. no dia 12 de junho de 1.754, sobre a Questão Proposta pela Academia de Dijon: Qual é a Origem da Desigualdade Entre Os Homens e se é Autorizada pela Lei Natural, assim, se manifestou:

“Os povos, uma vez acostumados a senhores, não podem mais passar sem eles. Se tentam sacudir o jugo, afastam-se tanto mais da liberdade quanto, tomando por ela uma licença desenfreada que lhe é oposta, entregam suas revoluções quase sempre a sedutores que só fazem agravar seus grilhões. O próprio povo romano, modelo de todos os povos livres, não foi capaz de se governar ao livrar-se da opressão dos Tarquínios. Aviltado pela escravidão e pelos trabalhos ignominiosos que lhe haviam imposto, não passava de início de uma plebe estúpida que foi preciso conduzir e governar com mais sabedoria”.

A democracia por que tanto lutaram nossos bravos Irmãos vem ultimamente sofrendo no Brasil e no mundo intervencionismos supremacistas, novamente permeados por ideias absolutistas, tal qual ocorrera no passado.

Se na Pré-História e na Idade Antiga o que valia era a lei do mais forte, a partir da Idade Média em diante os métodos foram ficando sofisticados, prevalecendo aí a máxima de Maquiavel:

“Os fins justificam os meios”!

Sócrates tentou nadar contra a corrente e foi executado por defender sua notável e Iluminada teoria sobre a POLIS ESTADO. Já Rousseau, mais atual que nunca, nos conduz ao sonho possível da Utopia.

Atualmente vivemos a era dos supremacistas com Donald Trump nos Estados Unidos, Putin na Rússia e sua invasão bestial na Ucrânia, Kim na Coréia do Norte, Benjamin em Israel e na Faixa de Gaza, o bolsonarismo no Brasil, e por aí vai…

O discurso de Rousseau ainda é um alerta sobre a idolatria, os falsos mitos, a ideia absurda do líder absoluto sem contestações a controlar uma sociedade submissa e completamente subjugada a seus mais sórdidos interesses de controle e manipulação.

Para Rousseau o homem é naturalmente bom, nasceu bom e livre, mas sua maldade ou sua deterioração adveio com a sociedade que, com sua pretensa organização, não só permitiu, mas impôs a servidão, a escravidão, a tirania e inúmeras formas que privilegiam uma classe dominante em detrimento da grande maioria, instaurando assim a desigualdade em todos os segmentos da sociedade humana.

A obra de Rousseau, portanto, é uma crítica feroz e contundente contra a sociedade moderna. É um grito de alerta contra a exploração do homem pelo homem, e sobre a degradação dos valores éticos. É uma sátira contra a sociedade hipócrita e vazia que privilegia o ter, o dominar, o conquistar, mas que nunca soube o que é O SER.

Sejamos vigilantes, ativos e combativos como nosso Iluminado e genial pensador, Jean-Jacques Rousseau!

É PRECISO ESTAR ATENTO E FORTE!