Governo alerta para pico das doenças respiratórias em abril e reforça cuidados com crianças
No Hospital Estadual de Santana, foram 329 casos entre janeiro e março; unidade está preparada para o período crítico das doenças respiratórias

O Governo do Amapá segue atento ao cenário das síndromes gripais (SG) no estado e mantém monitoramento constante dos casos registrados no Hospital Estadual de Santana (HES). De janeiro a março de 2026, a unidade prestou assistência a 329 pacientes com síndromes respiratórias, número inferior ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 407 atendimentos. Apesar da redução, especialistas alertam que abril marca o pico sazonal dessas doenças, principalmente entre crianças — público mais vulnerável — exigindo atenção redobrada de pais e responsáveis. O hospital já está preparado para o aumento da demanda.
Somente neste ano, foram registrados 60 casos em janeiro, 107 em fevereiro e 162 em março, evidenciando crescimento gradual típico do período. De acordo com o Núcleo de Epidemiologia da unidade, essa variação, mesmo com redução geral em relação ao ano anterior, aponta mudanças no perfil dos atendimentos, com tendência a quadros que exigem maior atenção clínica. Entre as doenças mais frequentes estão pneumonia, bronquiolite, infecções respiratórias, broncopneumonia e crises de asma — condições que podem evoluir rapidamente se não acompanhadas adequadamente.
A pediatra do HES, Carla Carvalho, reforça a importância da observação dos sinais de alerta. “Os pais precisam ficar atentos a sintomas como febre alta que não melhora, respiração acelerada, esforço para respirar — quando a criança ‘puxa’ o ar com dificuldade —, chiado no peito ou cansaço excessivo. Esses sinais indicam que o organismo pode estar com dificuldade para oxigenar adequadamente, e a avaliação médica imediata é fundamental para evitar complicações mais graves. E é extremamente importante manter a caderneta de vacina atualizada das crianças”, orienta a especialista.
Na avaliação do diretor do hospital, Jailson Corrêa, a unidade está preparada para responder ao aumento sazonal.
“Mesmo com uma leve redução no número total de atendimentos neste ano, mantemos uma estrutura organizada e capacidade de expansão. Estamos preparados para garantir assistência segura e adequada, especialmente ao público pediátrico, que exige um cuidado ainda mais sensível nesse período”, destacou.
Para assegurar o atendimento, o Hospital Estadual de Santana adotou medidas estratégicas, como ampliação das equipes de plantão, disponibilidade de 30 leitos de internação pediátrica, 34 leitos de atendimento inicial, farmácia abastecida, além de leitos específicos para casos graves e de média complexidade. A unidade também conta com plano de contingência que prevê a abertura de novas enfermarias, conforme a necessidade, garantindo resposta ágil diante do aumento de casos.
Outro avanço importante é a proteção dos bebês mais vulneráveis. O hospital já realiza a aplicação do Nirsevimabe em crianças prematuras, um anticorpo que protege contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) — um dos principais causadores de infecções graves nas vias respiratórias inferiores. Altamente contagioso, o VSR pode provocar quadros severos como bronquiolite e pneumonia, especialmente em bebês pequenos, podendo evoluir rapidamente para complicações que exigem internação. A medida reforça o cuidado preventivo e reduz riscos de agravamento nesse público.
Com ações estratégicas, ampliação da assistência e investimentos contínuos, o Governo do Amapá reafirma o compromisso com a saúde pública, garantindo proteção, bem-estar e mais qualidade de vida para as crianças e suas famílias em todo o estado.
Sintomas, cuidados e prevenção das doenças respiratórias:
Principais sintomas:
Febre alta persistente
Tosse intensa ou contínua
Dificuldade ou esforço para respirar
Chiado no peito
Cansaço ou sonolência excessiva
Cuidados importantes:
Procurar atendimento médico diante de sinais de agravamento
Manter a criança hidratada
Evitar automedicação
Seguir corretamente as orientações médicas
Prevenção:
Manter a vacinação em dia
Higienizar as mãos com frequência
Evitar ambientes fechados e aglomerações
Manter ambientes ventilado
Evitar exposição à fumaça e poeira.
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