Secretária das mulheres destaca importância dos homens no enfrentamento à violência de gênero
Simone Palheta defende que ‘masculinidade positiva’ pode auxiliar na construção da sociedade mais segura para todos

Douglas Lima
Editor
Sobre o cenário de violência de gênero no Amapá, a secretária estadual de políticas públicas para as mulheres, Simone Palheta, discutiu na manhã deste sábado, 11, no programa Togas e Becas (Diário FM 90,9), entre outros temas, o papel dos homens no enfrentamento desta realidade.
Para Simone, iniciativas como o ‘Eles Por Elas’, idealizado e executado pela primeira-dama Priscilla Flores, ajudam a conscientizar os homens para que saiam do papel de espectadores e se tornem aliados. “O projeto foi elaborado para trazê-los para o debate”, afirmou a secretária.
A secretária pontuou que o tema tem sido amplamente estudado por diversas áreas da ciência em busca de respostas para o aumento dos casos de violência contra a mulher. Simone argumentou que, antigamente, poderia haver uma subnotificação dos casos e que somente agora os números são divulgados com maior transparência.
“Diante de tanta conscientização e políticas públicas desenvolvidas, estamos em um cenário muito pesquisado. Temos alguns indícios sobre a violência de gênero e fatores que estão no radar para elaborar o combate. Temos que entender que a violência contra a mulher afeta toda a sociedade”, afirmou Simone.
Acerca dos avanços, a secretária vê como vitória a categorização de novos tipos penais, como o feminicídio e a violência vicária, além do endurecimento das penas para os agressores. Outra ação de destaque é o projeto ‘Promotoras da Paz’, de autoria da própria Simone, que orienta mulheres e meninas sobre seus direitos e temáticas relevantes para sua segurança.
Por fim, a secretária ressaltou que homens e mulheres não estão em guerra e que não há nada de errado com a masculinidade, desde que exercida de forma positiva. Ela reforçou que existem excelentes pais e maridos que atuam ativamente contra a violência.
“Os homens são fundamentais nesta luta. Acredito que a família é uma instituição divina e a presença deles é essencial para a construção do sujeito. É importante que eles nos ajudem e apoiem; precisamos da presença masculina e, como pastora evangélica, acredito no papel do homem como cuidador”, concluiu a secretária.
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