Castanheiro desaparecido entre Amapá e Pará é encontrado com vida após 22 dias perdido na floresta
Mesmo com as buscas oficiais encerradas, amigos e voluntários mantiveram a esperança e optaram por prosseguir, por conta própria, conseguindo o desfecho feliz

Um desfecho comovente e feliz na tarde desse domingo, 26, quando Jhemerson Rodrigues Gonsalves, de 32 anos, conhecido por Dunga, foi encontrado vivo, porém bastante debilitado em uma região de árduo acesso à floresta do rio Paru, na divisa do Pará com o Amapá.
Assim que foram encerradas as buscas pelas autoridades dentro do protocolo, familiares, amigos e voluntários mantiveram a esperança e optaram por prosseguir com as buscas por conta própria, que resultaram no desfecho feliz.
O extrativista recebeu as primeiras assistências de seus familiares e voluntários. Dunga, como é conhecido, será transferido para Laranjal do Jari, onde deverá ser submetido a atendimento médico nesta segunda-feira, 27. Seu estado requer atenção devido ao período em que esteve isolado na floresta.
Caso
O extrativista saiu para trabalhar na coleta de castanha na região e, durante o intervalo, foi caçar, atrás de alimento para o grupo, e não retornou mais para o acampamento.
Jhemenson Rodrigues Gonçalves, o Dunga, desapareceu no dia 4 de abril. Uma grande operação foi realizada e vários lugares vasculhados. Foram usadas aeronaves, drone com câmera térmica, cadela e soldados do exército e voluntários.
A coleta de castanha é uma das principais atividades econômicas de Laranjal do Jari e áreas próximas do estado do Pará. Os trabalhadores entram na mata para recolher os ouriços que caem das árvores.
(Reportagem Dalton Pacheco)
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