Cidades

Macapá terá ação integrada de apoio às mulheres com fibromialgia

A iniciativa municipal voltada exclusivamente ao público fibromiálgico vai oferecer acolhimento, pré-diagnóstico e encaminhamento para tratamento


 

Com o objetivo de marcar o dia de enfrentamento à Fibromialgia, em 12 de maio, a Prefeitura de Macapá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher (SEMMU), está programando uma ação integrada de conscientização e atendimento. Para isso, reuniu nesta quarta-feira, 29, diferentes órgãos da gestão municipal para estruturar o evento, intitulado “Mulheres que sentem dores invisíveis”, criado para atender mulheres com fibromialgia e outras comorbidades que envolvem dores crônicas.

 

 

A iniciativa surge como resposta a uma realidade silenciosa que impacta milhares de mulheres, muitas delas sem diagnóstico, orientação ou acesso adequado ao tratamento. A proposta vai além de uma ação pontual e pretende criar uma rede de apoio contínua, com acolhimento, informação qualificada e encaminhamentos efetivos dentro da rede pública.

 

 

Durante o encontro de alinhamento, foram apresentados os conceitos centrais do projeto, discutidos os impactos da doença na qualidade de vida das mulheres de Macapá e definidas metas para mobilização e visibilidade da causa. Representantes de diversas secretarias definiram conjuntamente, estratégias para garantir um atendimento amplo e multidisciplinar.

 

De acordo com a secretária adjunta da SEMMU, Cleidiane Costa, o planejamento da ação foi elaborado para que seus efeitos se estendam além do dia da ação.

 

“O objetivo é garantir que as mulheres saiam do evento com pré-diagnóstico, encaminhamentos e orientações claras sobre como prosseguir com o tratamento ou acessar outros suportes”, disse Cleidione Costa.

 

A presidente da Associação de Fibromialgicos do Amapá (Afriboap), Genilza Valente, enfatizou o novo protocolo do Ministério da Saúde, publicado em agosto de 2024, que estabelece a atenção primária como porta de entrada para a triagem de pacientes. Segundo ela, existem 11 subcategorias de dores crônicas e, de acordo com o Ministério da Saúde, quase 40% da população brasileira sofre com algum tipo de dor crônica.

 

“Se unirmos as forças sabendo que o tratamento é multiprofissional e realizarmos uma abordagem ampla, conseguimos capacitar e ter o melhor controle, além desta ação realizar em seguida capacitações e disseminação de informações”, finalizou a presidente Genilza Valente.

 

Fibromialgia

A fibromialgia é uma condição neurológica e reumática crônica que provoca dor em todo o corpo, especialmente nos músculos, tendões e articulações, sem evidência de inflamação local.

 

Além da dor, os pacientes frequentemente apresentam fadiga intensa, rigidez muscular, distúrbios do sono, dores de cabeça, ansiedade, depressão e dificuldades de memória e concentração.

 

O diagnóstico deve ser feito pelo clínico geral, neurologista ou reumatologista, através do exame físico, da avaliação dos sintomas apresentados e do histórico de saúde da pessoa. A fibromialgia não tem cura, no entanto, o tratamento ajuda a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa.

 


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