Polícia

Pastor usava posição ministerial para abusar sexualmente de criança

Indivíduo foi condenado a mais de 12 anos de reclusão pelo estupro de uma menina de dez anos de idade


 

Elen Costa
Da Redação

 

Nesta terça-feira, 5, policiais civis da 8ª Delegacia da Capital efetuaram a prisão de um homem de 51 anos de idade, condenado judicialmente por estupro de vulnerável. O indivíduo, que atuava como pastor, foi sentenciado a uma pena de 12 anos e cinco meses de reclusão em regime fechado.

 

A captura do agressor ocorreu no bairro Perpétuo Socorro, zona leste de Macapá, em uma residência situada aos fundos de uma igreja onde o condenado exercia suas atividades ministeriais.

 

De acordo com o delegado Alan Moutinho, titular da unidade, o crime ocorreu em 2020. A vítima foi uma criança que à época tinha dez anos.

 

Segundo as investigações, o elemento utilizava sua posição de liderança religiosa e o fato de residir em uma dependência anexa ao templo para atrair vítimas.

 

“Ele oferecia guloseimas, como bombons, pipoca e refrigerantes, e convidava as crianças para assistirem a filmes religiosos em seu aposento”, revelou a autoridade policial.

 

O inquérito detalhou que, após atrair a menina para o quarto, o sujeito praticava os atos libidinosos e chegava a administrar medicamentos anticoncepcionais na criança para evitar uma possível gravidez, o que chegou a causar náuseas nela. Para garantir o silêncio, ele proferia constantes ameaças.

 

“O caso começou a ser desvendado após uma vizinha alertar a mãe da menor sobre os abusos. Ao ser confrontado pela genitora, ele chegou a confessar os atos, que também teria atingido outra criança de sete anos”, destacou.

 

Após a condenação, o réu permaneceu em local incerto, o que exigiu diligências contínuas da Polícia Civil.

 

“Com a localização e captura efetuadas nesta manhã, ele foi submetido à audiência de custódia e transferido para o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá, onde iniciará o cumprimento imediato da pena”, concluiu Moutinho, destacando ainda que a colaboração da comunidade é essencial no combate a crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes.

 


Deixe seu comentário


Publicidade