Teles Júnior reforça pré-candidatura ao Senado e defende debate técnico sobre Amapá
Vice-governador confirma projeto político do PDT, elogia gestão de Clécio Luís e diz que pretende discutir desenvolvimento, infraestrutura e segurança jurídica

Douglas Lima
Editor
O vice-governador do Amapá, Teles Júnior, reforçou nesta quinta-feira, 7, em fala no programa ‘LuizMeloEntrevista’ (Diário FM 90.9), sua pré-candidatura ao Senado Federal pelo PDT nas eleições de 2026. A decisão ocorreu após o ministro da integração e do desenvolvimento regional, Waldez Góes, permanecer no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que deixou o partido sem um nome para a disputa majoritária no estado.
Teles Júnior disse que pretende construir uma campanha baseada em temas técnicos e estruturantes para o estado, como desenvolvimento econômico, qualificação profissional, segurança pública, infraestrutura e fortalecimento do pacto federativo: “A gente precisa sair do debate emocional e tratar os problemas reais do Amapá”.
O vice-governador defendeu maior presença política do estado no Senado diante das discussões nacionais sobre petróleo, mineração e reforma tributária. Segundo ele, o novo cenário econômico brasileiro exigirá estados mais preparados institucionalmente.
Durante a entrevista, ele elogiou a gestão do governador Clécio Luís e confirmou o apoio do PDT à reeleição do chefe do Executivo estadual. “O governador Clécio conseguiu destravar o Amapá. O estado vive hoje um ambiente de maior segurança jurídica para investimentos”, afirmou.
Entre as principais ações da atual gestão, ele destacou a Lei de Liberdade Econômica, o novo Código Socioambiental, a regularização fundiária e o Zoneamento Ecológico-Econômico. Na saúde, apontou a regionalização da rede hospitalar como uma das maiores entregas do governo, citando os hospitais regionais de Porto Grande, Santana, Oiapoque, Amapá e Tartarugalzinho.
Teles afirmou que o estado vive um novo ciclo econômico ligado ao agronegócio, setor florestal e mineração. Para ele, a política de substituição de importações já começa a estimular a indústria local. “Hoje, empresas amapaenses já lideram segmentos do mercado local que antes dependiam totalmente de produtos vindos de fora”, disse.
Ao abordar mineração, defendeu revisão de regras ambientais e superação de entraves jurídicos que, segundo ele, dificultam novos investimentos no setor mineral amapaense. Confirmou ainda reunião com a mineradora Cadam para discutir alternativas de reaproveitamento de rejeitos minerais no sul do estado.
Questionado sobre o cenário político nacional, o vice-governador avaliou que a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF, não deve gerar desgaste entre o governo federal e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Segundo ele, o Congresso já havia sinalizado resistência à indicação.
Teles Júnior também apresentou parte da chapa proporcional do PDT para 2026 e afirmou que o partido pretende montar uma campanha “propositiva e qualificada”: “Quero discutir o futuro do Amapá com serenidade e responsabilidade. O Senado será decisivo nos próximos anos para temas estratégicos do estado”, concluiu.
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