Polícia

Guerra entre facções termina com condenação de dupla a mais de 24 anos de prisão em Santana

Réus eram acusados pelo assassinato de Alean Castor de Melo, crime ocorrido em 2023


 

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) conseguiu a condenação de Emeson Gabriel Costa Ferreira, conhecido como ‘Menor’, e Lucas Elionay Pinto da Graça, o ‘Luquinha’ ou ‘Ceguinho’, a 28 anos e três meses e 24 anos e 22 dias de prisão, respectivamente, pelo assassinato de Alean Castor de Melo, morto a tiros em novembro de 2023, no bairro Hospitalidade, em Santana. A acusação em plenário foi sustentada pelo promotor de justiça Horácio Luís Bezerra Coutinho, durante sessão do Tribunal do Júri realizada na quarta-feira, 13.

 

Os dois réus foram condenados por homicídio qualificado, por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de integrar organização criminosa armada.

 

De acordo com a denúncia apresentada pelo MP-AP, o crime ocorreu na noite de 20 de novembro de 2023, na Rua da Apae, no bairro Hospitalidade. A vítima, conhecida pelos apelidos ‘JC’ e ‘PK’, foi surpreendida por disparos de arma de fogo e morreu ainda no local.

 

As investigações apontaram que o homicídio ocorreu em meio à disputa entre facções criminosas que atuam em Santana. Conforme os autos, Emeson Gabriel e Lucas Elionay confessaram participação no crime durante os interrogatórios na fase policial. Ambos afirmaram integrar uma facção e relataram que a execução teria relação com a suspeita de que a vítima pertencia a um grupo rival, identificado como APS.

 

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público. Os jurados reconheceram a autoria do crime, mantiveram as qualificadoras e também confirmaram a participação dos réus em organização criminosa armada.

 

O promotor destacou que o homicídio foi praticado de forma coordenada e planejada, dentro da estrutura de uma facção criminosa, circunstância que elevou a gravidade da conduta.

 

O juiz também considerou o impacto causado à família da vítima. Em depoimento, a companheira de Alean à época do crime, relatou que estava grávida de dois meses quando ocorreu o assassinato e afirmou ter desenvolvido depressão após o nascimento do filho, que cresce sem a convivência do pai.

 

As penas foram fixadas individualmente em 28 anos e 3 meses de reclusão para o réu Emeson Gabriel Costa Ferreira, e 24 anos e 22 dias de reclusão para o réu Lucas Elionay Pinto da Graça, ambos no regime fechado, além de pagamento de multa. Eles permanecerão presos para cumprimento da condenação.

 


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