Defesa Civil atua no interior do estado no combate aos efeitos das chuvas
Danos materiais e humanos decorrentes de enchentes e alagamentos são poucos em relação a outras épocas

Douglas Lima
Editor
Apesar das fortes chuvas que têm caído nas várias regiões do estado, os danos materiais e humanos decorrentes de enchentes e alagamentos são poucos em relação a outras épocas, conforme declaração do secretário estadual da defesa civil, coronel Frederico Medeiros.
Na manhã desta segunda-feira, 18, no programa ‘LuizMeloEntrevista’ (Diário FM 90,9), coronel Medeiros revelou que até aquele momento havia o registro de apenas uma família desabrigada, porém muitas desalojadas.
O secretário explicou que o desalojado é aquele que em meio a uma catástrofe e afins sai de casa e vai para casa de amigo, conhecido ou familiar. O desabrigado, por sua vez, sai de onde mora para um abrigo providenciado geralmente pelo poder público.
Frederico Medeiros informou que nos últimos dias a Defesa Civil tem atuado sobremaneira na Região dos Lagos, percorrendo principalmente os municípios de Tartarugalzinho, Pracuuba e Porto Grande, que foram fortemente afetados pelas últimas chuvas.
O coronel também informou que Ferreira Gomes é ponto de atenção da Defesa Civil estadual, onde o órgão monitora o manejo que as hidrelétricas Coaracy Nunes, Cachoeira Caldeirão e Ferreira Gomes fazem em seus reservatórios.
No sábado, 17, a Defesa Civil divulgou boletim simplificado informando a situação de emergência operacional nas usinas hidrelétricas da Bacia do Rio Araguari, em razão do aumento da vazão defluente nas três unidades monitoradas.
De acordo com o Centro de Monitoramento de Avisos e Alertas de Desastres (Cemaad), a UHE Cachoeira Caldeirão teve a vazão elevada para 3.800 m³/s às 13h. Já a UHE Coaracy Nunes registrou vazão de 3.671 m³/s, com previsão de aumento para 3.843 m³/s às 14h. Na UHE Ferreira Gomes, a vazão também foi elevada para 3.800 m³/s às 18h30.
O boletim destaca que os índices ultrapassam o nível considerado de emergência, estabelecido acima de 3.500 m³/s, conforme o plano de contingência e operação integrada das usinas da bacia.
A Defesa Civil informou ainda que a situação consolidada da Bacia do Rio Araguari deve ser tratada como emergência devido à severidade operacional registrada nas hidrelétricas monitoradas. O órgão segue realizando monitoramento 24 horas e orienta a população ribeirinha a acompanhar os comunicados oficiais.
Na entrevista, o coronel Frederico Medeiros também citou a região do Jari, no sul do estado, como outro ponto sempre preocupante em relação a tempo de chuvas, mas que neste ano ainda não teve registro de subida alarmante do nível do rio.
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